sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Chega de ignorância!

Era exatamente isso que eu falava... essa gripe não é tudo isso gente... abaixo você confere o que falou hoje o Secretário Estadual de Saúde, Osmar Terra... ele esteve visitando Santo Ângelo e eu fui fazer a cobertura de uma solenidade da qual ele participou...ele aproveitou para esclarecer a questão "Gripe A"... confira a matéria abaixo.
Durante o lançamento do projeto de implementação do Centro de Referência para a Saúde do Homem, o secretário estadual de saúde, Osmar Terra, aproveitou para acalmar a população sobre os riscos da Gripe A.
Segundo Terra, este vírus tem um perfil muito mais leve que a Gripe Aviária, que assustou a população mundial há alguns anos.
Para o secretário, a Gripe A é muito semelhante aos outros tipos de gripe que existem e que atingem as pessoas durante o inverno. Segundo ele, "morreram mais pessoas em virtude de gripes que acabaram evoluindo para pneumunias nos últimos anos do que este ano".
Para Terra, a diferença é a faixa etária atingida pelo novo vírus. "Habitualmente a gripe atinge primeiro as pessoas de mais e menos idade, ao contrário da Gripe A que vem atingindo um grupo de adultos jovens", afirmou.
Terra usou a comparação entre os índices de mortalidade de anos anteriores e os deste ano para explicar o porquê dele não considerar esta gripe mais letal que as de outros anos. "Em 1996 duas mil pessoas morreram a partir de complicações do vírus da gripe. Com o desenvolvimento das vacinas, este número caiu bastante e ano passado foram 950 óbitos. Este ano, o número é um pouco maior que a metade do ano passado", explicou.
O secretário se mostrou contrário à ideia de adiar eventos. "Não podemos ficar cancelando eventos e atividades. Se fizermos isso não poderemos fazer quase nada mais durante o inverno, porque ano que vem já vai ter outro vírus e no outro ano mais um", afirmou para completar que "precisamos tomar os cuidados básicos contra uma gripe, que seriam andar bem agasalhados, entre outros. Mas no restante a vida deve continuar normalmente".
O adiamento das aulas não foi exatamente uma medida de diminuir o número de infectados, segundo Osmar Terra. Esta iniciativa foi pensada para diminuir o número de casos em um espaço de tempo muito curto. "O adiamento das aulas não vai reduzir a quantidade de pessoas infectadas, pois estes estudantes estão em contato com o vírus nos shopping, nas boates e em outros locais. Esta medida visa apenas evitar o acumulo muito grande de casos em um período muito curto. Esse adiamento vai nos permitir tratar melhor as pessoas que forem atingidas pela gripe", explicou.
Osmar Terra encerrou sua participação reafirmando que esta gripe não oferece risco maior que em outros anos e que aqui no estado o assunto está sendo tratado da melhor forma possível.
Está aí, amigo leitor. Se ele, que é o secretário estadual de saúde, está falando isso, acho que está mais do que na hora de pararmos com esta paranoia e voltarmos a viver normalmente. Isso só reafirma o que venho dizendo há muito tempo. A gripe é um pouco mais forte sim, mas nada demais. Chega de frescura. Que comecem logo as aulas e voltem a acontecer os eventos. Chega de ignorância Brasil!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O mortômetro

Este texto não é meu. Não fui eu quem escreveu, se bem que queria que fosse... hehehe. O responsável por esta "obra prima" se chama Luciano Pires. Ele é jornalista e escritor e o texto abaixo foi publicado na edição do dia 4 de agosto, terça-feira, do Jornal das Missões, de Santo Ângelo, no espaço intitulado "Ideias ao vento", reservado à participação do leitor. Leiam com atenção e reflitam.
48... 49... 50... 51... 52 mortos pela gripe suína. E aumentando! Tá chegando a minha hora...
Cada morte numa cidade diferente dá uma nova manchete. Como o Brasil tem algo em torno de 5 mil municípios temos aí um potencial gigantesco para ocupar os jornais, rádios e televisões com o alerta: "Mulher morre de gripe suína em Carapicuíba!. "Primeira morte por gripe suína em Conceição do Guararapes". "Homem morre em Cururu da Serra com suspeita de gripe suína". É uma espécie de mortômetro, um contador mórbido que a imprensa está utilizando para... para... pra quê hein?
Cerca de dez dias atrás eu estava no auge de uma gripe normal, com tosse e dores no corpo. Sentei na recepção de uma rádio onde daria uma entrevista e fiquei curtindo minha gripe. Um espirro ali. Uma tossida aqui. Até que repentinamente a recepcionista se levanta, cruza a saleta e abre acintosamente as janelas, como que dizendo "Sai daqui seu infectado!". Me senti parte da minoria oprimida, sabe como é? Eu devia ter ligado pro Lula.
Alguns dias depois embarquei para o Chile para palestrar num grande evento com cerca de 1.000 pessoas na plateia. Olha só: saindo de uma gripe e entrando no meio de uma aglomeração, no segundo país mais infectado pela gripe suína na América do Sul. Suicídio né?
Pois sabe o que vi no aeroporto, nos shopping centers e nos hotéis do Chile? Nada. Ninguém usando máscaras, ninguém distribuindo cartazes, nenhum mortômetro na televisão. Nada. Néris de pitibiribas.
Quando desembarquei em São Paulo fui recebido por agentes da Polícia Federal com máscaras azuis. Só faltou a luva de borracha e o álcool para desinfetar. Um horror.
E então leio a manchete da Folha de São Paulo no domingo: "Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses".
Que loucura é essa hein? E o índice de mortalidade é sempre o mesmo entre 0,7% e 0,8%. Igual ao de uma gripe normal. Mas... no México o índice é 1,03%. Nos Estados Unidos, 0,57%. Na Inglaterra, 0,14%. Na União Europeia, 0,12%. Técnicos afirmam que a divergência se dá pela dificuldade de medir e pelos diferentes critérios utilizados. Em outras palavras: ninguém sabe nada. E quando ninguém sabe nada a especulação aparece. E nesse ambiente vamos escolher sempre a tragédia. As ameaças de extermínio da Humanidade são ótimas para vender jornal, e sempre serão tratadas como algo distante. Mas quando a praga ataca meu vizinho e o vizinho do meu vizinho, vixe!!!
Apelos emocionais são irresistíveis.
Então o apresentador do telejornal mostra o hospital superlotado de gente procurando tratamento contra a gripe suína. E entrevista o infectologista que implora para que as pessoas só se dirijam aos hospitais se estiverem com todos os sintomas. E em seguida o mesmo apresentador volta com o mortômetro 53... 54... 55. Tá chegando em você. CORRA PRO HOSPITAL!
Olha aqui: tem uma gripe nova por aí, sim senhor. Ela precisa de cuidados básicos ou pode matar, sim senhor. Mas ela mata tanto quanto uma gripe normal. E menos que dezenas de outras doenças com as quais convivemos normalmente, mas que não tem um mortômetro na televisão.
É o mortômetro que cria o pânico. É o mortômetro que manda os ignorantes para os hospitais. É o mortômetro que vende jornal. A pandemia é de estupidez.
É incrível a forma como ele escreve justamente aquilo que eu penso a respeito desta situação que vivemos. Por isto mesmo que estou colocando este texto aqui no meu blog. A ignorância está sendo, como corriqueiramente o é, o maior adversário do país. Aulas paradas, eventos importantes adiados, ou seja, a vida está parando. Sem contar na correria aos hospitais e farmácias, que causam ainda mais tumulto. Outro dia li em outro texto uma brincadeira. Surgiu um novo tipo de discriminação no Brasil: é contra os gripados. E é verdade. Agora qualquer resfriado vira motivo de olhares desconfiados.
Um absurdo total. Está mais do que na hora de parar de FRESCURA e seguir vivendo, com os devidos cuidados, mas sem esse exagero todo. Chega de ignorância. Assim nunca poderemos chegar nem perto daquilo que tanto desejamos: tornar-mos um país de 1º mundo.
ACORDA BRASIL!

domingo, 2 de agosto de 2009

O que é felicidade?

Mas afinal, o que é felicidade? Você alguma vez na sua vida já parou para pensar no significado desta palavra tão falada e que também é tão almejada por todos? Mas será que felicidade tem um único significado? É bem difícil de definir isso, não é mesmo? Pois então vamos pensar um pouco a respeito...
Mas a felicidade é um estado de espírito permanente ou um momento de alegria, que pode ser mais curto ou mais longo, pelo qual passamos? Segundo o "aurelião", o significado da palavra felicidade é: Estado de perfeita satisfação íntima; contentamento, grande alegria, euforia, grande satisfação...
Esta semana eu estava conversando com um amigo no msn. Não falávamos direito há algum tempo e começamos a conversar. No começo o normal de sempre, ou seja, bobagens...até que em certo momento ele me questionou como ia a vida em uma nova cidade, começando em um novo trabalho, até porque desde que mudei, conversamos pouco. Eu não titubeei em dizer que estava tudo muito bem (como realmente está). O trabalho ótimo. Me adaptando à cidade e como usei na conversa, estou me sentindo bem, ou seja estou feliz. Exceto, e a sempre uma excessão, por um dente que insiste em incomodar. Cheguei a completar dizendo mais ou menos isso: sempre tem alguma coisinha ruim!
Então chegamos ao ponto crucial deste texto. Não menti ao dizer ao meu amigo que estou feliz, pois realmente estou. Mas isso não quer dizer que não tenham coisas me incomodando. Por mais que estejamos bem e contentes pela vida que levamos, sempre haverá pelo menos um motivo, por menor que seja, para nos deixar tristes. Mas não quer dizer que com isso a felicidade deva se esvair de nós. O que acontece é que normalmente, estas emoções negativas, se sobrepõem às positivas, pois deixamos isso acontecer, sempre que destacamos elas em depreciação das coisas boas da vida.
A felicidade não está em ter tudo perfeito em nossas vidas, pois problemas todos temos. A felicidade é sim um estado de espírito, que não é permanente, mas que se soubermos aproveitar, pode trazer mais, e mais, e mais alegria e aí, em compensação, a tristeza vai diminuindo. Mas como aproveitar esta felicidade momentânea? É simples: sorria. Sempre que você tiver coisas boas acontecendo, comemore, mesmo que sozinho, faça a sua própria celebração da alegria. Sorria, destaque sempre aquilo de bom que acontece em sua vida. Não ignore as tristezas, apenas não deixe elas dominarem seu dia-a-dia. Mostre à tristeza que você sabe que ela está ali, mas que, se depender de você, ela não terá espaço para aflorar.
Não é garantido que assim sejamos "Felizes para sempre", mas provavelmente a percentagem de momentos alegres em relação aos tristes será bem maior. É o que estou fazendo, encarando de frente as tristezas sem me lamentar e comemorando como nunca as alegrias. E assim estou feliz. \o/

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Tcheco é raça tricolor




Há muito tempo que acompanho o futebol. Sou apaixonado por esportes e já escrevi isso, aqui mesmo, em outros textos. Também não é segredo meu amor pelo Grêmio.
Pois bem, a cada dia a grande mídia noticia novas transações milionárias, envolvendo alguns jogadores de renome e grande qualidade e outros nem tanto. Aqui no Brasil então isso é ainda mais comum, até porque nosso futebol é um dos grandes formadores de bons jogadores, fato que atrai as potências europeias, que sempre vem em busca de novos craques. Em uma época onde o dinheiro faz muita diferença, fica quase impossível para qualquer clube manter um certo jogador por um período de tempo maior.
Também não podemos criticar os atletas por aceitarem as transferências, pois todos almejam melhorar suas vidas, bem como de seus familiares. Também é conhecido que muitos dos jogadores vem de famílias pobres, aumentando ainda mais o desejo e até mesmo a necessidade de melhorarem sua condição financeira.
Dito isso, chego ao ponto que quero tocar com este texto. Sou fã em especial de um jogador do Grêmio. O nome dele é Anderson Simas Luciano, de 33 anos. Não conhece? Nunca ouviu falar? Sim, porque para o público em geral ele é simplesmente Tcheco, capitão da equipe tricolor.
Tcheco é paranaense. Surgiu para o futebol no Párana Clube e já rodou por uma boa quantidade de clubes, com destaque para o Coritiba e Santos, além do próprio Grêmio.
Se bem me lembro, quando da sua chegada ao tricolor, em 2006, veio com uma certa desconfiança, até mesmo pelo fraco desempenho no Santos e por estar vindo de um clube da Arábia Saudita, o Al Ittihad. Apesar do "pé atrás" da torcida, em pouco tempo ele se tornou um dos principais jogadores do grupo que conquistou vaga para a Libertadores do ano seguinte. Em 2007 voltou a se destacar na disputa da própria competição, além de seguir como um dos líderes do time.
Além da competência dentro de campo, Tcheco foi sendo absorvido neste período por todo sentimento que um gremista sente pelo clube. Ao fim de 2007 uma nova proposta do clube árabe o levou de volta, mas deixou a promessa de retornar ao tricolor e assim o fez. Meio ano depois de sair, Tcheco fez questão de voltar.
Desde então, reforça em cada declaração seu carinho pelo clube. Não tem problema nenhum em se mostrar feliz no estádio Olímpico. Mas ultimamente o capitão vem sofrendo duras críticas. Parte da torcida não vem gostando de suas atuações e vem pegando no pé dele. O ápice das críticas veio com a criação de um site, especialmente dedicado a pedir a saída do capitão. É o saitcheco.com.
Absurdo isso! Onde encontramos hoje em dia jogador que demonstra carinho sincero por um clube de futebol como Tcheco pelo Grêmio? Onde se vê um atleta comemorar tanto um gol como ele comemora sempre que o Grêmio marca? Ele pula e vibra como um torcedor comum, não seguindo a característica da maioria dos jogadores. No Gre-Nal dos 100 anos, ao sair para o intervalo, respondeu como um gremista responderia à uma pergunta de um repórter. Queria ver o time com mais vontade de ganhar, pressionando o adversário, afinal, se tratava de um Gre-Nal.
Tcheco foge dos discursos prontos. Mostra sinceridade quando fala e um profissionalismo exemplar. É inadmissível que alguns torcedores (?) tenham escolhido ele para fuzilar com suas críticas infundadas. Tcheco continua sendo o maestro do Grêmio. Pode não apresentar um futebol de luxo muitas vezes, mas nunca deixa de jogar com raça e dedicação. E acima de tudo, demonstra um carinho pelo clube, que é raro hoje em dia no mundo do futebol.
Eu sou fã do Tcheco, como jogador de futebol e como pessoa.
Quero ainda vê-lo levantando uma taça com o manto sagrado, para se eternizar de vez no clube. E começo desde já a campanha: "Tcheco na calçada da fama do Grêmio já".
Enfim, força ao nosso capitão e que ele tenha em mente que, como o próprio site criado contra ele demonstrou, a maioria da nação tricolor está ao seu lado e torcendo por ele e pelo Grêmio.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia do amigo? nem vem...

Então diz que hoje é o tal do dia do amigo. Tudo bem! Eu até recebi algumas mensagens no msn e no orkut referente a tal data e aceitei numa boa, até mesmo para não ser mal educado, mas com certeza quem esperava de mim um "ah, obrigado, pra você também..." ou algo no tipo, com certeza se decepcionou. Não que estas pessoas não sejam amigas ou que não me importe com elas, mas é que realmente não concordo com este tipo de data. Porém, veja bem, não quer dizer que em algum momento da vida eu nunca tenha me aproveitado de alguma data dessas para agradar alguém. É óbvio que já aconteceu, mas acho que quando é no dia-a-dia é muito mais especial. Soa mais espontâneo, entende?
Voltemos a falar no dia de hoje, intitulado dia do amigo. Você com certeza ficou mandando mensagem para seus amigos, parabenizando pela data e recebendo respostas no mesmo tom. Na verdade, a maioria das pessoas fez isso. Mas aí pare e se pergunte. Quantas dessas pessoas fazem isso no dia-a-dia? Quantas das pessoas, que se dizem suas amigas, param em um dia qualquer, olham nos seus olhos e agradecem por sua amizade ou simplesmente o premiam com um gesto amigo? Não tenho a menor dúvida que a minoria teria pessoas assim em sua vida ou tem atitudes como essa. E não estou falando que sou diferente. Não mesmo. Também cometo este equivoco de não valorizar os amigos e só o faço em uma data apontada por alguém para isso.
Na verdade nem é uma desvalorização, pois acho que todos valorizamos as verdadeiras amizades, que por sinal são raras, mas é que não demonstramos isso. Mas hoje, porque alguém um dia disse que dia 20 de Julho era o dia do amigo, aí todo mundo lembra daquela pessoa que é especial e lá vai ela dar o "feliz dia do amigo fulano...". Muitas vezes, nunca disse para a pessoa que considerava-a como um amigo, mas nesse dia, ah não, nesse dia eu lembrei de você...hipocrisia...
Enfim, "Dia do amigo" é aquele dia que você e seu amigo estão juntos, seja para comemorar as vitórias ou para chorar as derrotas. Quando vocês estão juntos, apenas por estar, por gostar da companhia. Quando você precisa desabafar e aquela pessoa que você tem por amiga, está ali, pronta para ouvir e ajudar. Quando você estende a mão para seus amigos, seja literalmente ou não. Quando vocês cansam de falar tanta bobagem juntos, não aguentam mais rir e quando param e se olham o que sai é uma gargalhada só. Porque? Porque você se diverte com seus amigos e isso faz você ser feliz. Nossa... e que saudade dos meus amigos da adolescência... joninha, die, dion, nei... aqueles são mais que amigos, são irmãos... e era assim que eu me sentia com eles... feliz e certo de poder contar com cada um quando precisasse e a mesma coisa do contrário.
Dia do amigo é quando o verdadeiro sentido da amizade aflora em nossas atitudes diárias. A cumplicidade, o carinho, a compreensão e as broncas também. Porque amigo não é aquele que só afaga, mas também aquele que sabe a hora de dizer o que tem que ser dito, para ajudar a pessoa querida.
Enfim, caro leitor, dia do amigo é quando a amizade se faz presente e não em alguma data que alguém escolheu por algum motivo qualquer. Comemore suas amizades todos os dias, mas as verdadeiras, pois no dia que você realmente precisar de alguém, só os verdadeiros amigos estarão ao teu lado e falo isso por experiência própria.