quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Da série: que letra linda! Los Hermanos - De onde vem a calma

De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente?
Ele não sabe ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É um mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil

De onde vem o jeito tão sem defeito?
Que esse rapaz consegue fingir
Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão

Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim



É...definitivamente essa música mexeu comigo... não sei porque...mas ela me fez pensar e como já disse, eu gosto de músicas que fazem pensar... então, aí vai mais uma dica do Mr. Quem puder, dê uma escutada, de preferência com a letra para ser lida... muito boa mesmo... fica a dica! ;)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eu gostava do meu Ray Ban! :(

Eu já escrevi muitas vezes aqui sobre a felicidade, a sua importância na nossa vida e tudo mais. Hoje venho para falar sobre outro sentimento, algo completamente oposto à felicidade. Sim, o Mr., que vem escrevendo textos e textos sobre alegria e bons momentos, vem falar hoje sobre a tristeza. Isso vai acontecer porque hoje (20/01/10) essa malvada me pegou de jeito e de uma forma completamente inesperada. Vamos aos fatos...
Eu não sou muito ligado às coisas matérias sabe, embora reconheça que tem algumas coisas que dou muita importância. Até porque acho hipocrisia falar que não se é um pouco materialista, ainda mais em um mundo como o nosso atual, mas esse já é outro assunto. Pois bem, umas das coisas materiais que realmente gosto ou gostava né, eram meus óculos Ray Ban Original, adquirido de um amigo. Sabe, aquelas coisas que tu nem dava muita bola, mas que vira um xodó? Pois assim era meu Ray Ban, ou a "Luna", como diria o Kiko (fotógrafo do JM)
Me apaixonei pelos óculos, também pela sua funcionalidade, mas obviamente que o estilo Ray Ban também contava muito. Enfim, era algo que eu realmente gostava.
Hoje fui fazer uma reportagem para o jornal. Como de costume, coloquei os óculos. Chegamos ao local e, também como de costume, tirei o Ray Ban para conversar com os entrevistados. Resolvi guardar no bolso da calça, o que era até comum. Maldita escolha. Quando terminei as entrevistas/conversas e saímos para voltar ao jornal, coloquei a mão no bolso, e dali tirei o meu xodó, quebrado. Na hora até falei pro fotógrafo: "ah, que nada... faz parte".
Mas comecei a pensar no caminho de volta e aquilo foi me deixando meio mal. "Puxa vida, eu gostava desse óculos". Ficava pensando isso. E aí fui ficando meio pra baixo.
Tudo bem. Você pode estar achando o texto meio idiota. Afinal, era só um óculos. Mas o que quero dizer é que o fato de ter perdido meu ray ban, foi só o estopim. Há dias que venho preocupado com diversos assuntos. Até estava pensando ontem, a cada dia que passa surge uma coisa nova. É a formatura para pagar, para organizar, uma vaga de emprego aqui, outra melhor ainda ali, a pós "dos sonhos" que apareceu, a carteira de motorista por fazer, aquela menina que tenho saudade, tudo causando uma imensa confusão. E fico irritado quando estou assim, confuso. Fico triste por não conseguir resolver tudo. E aí vai formando uma bola de neve e quando menos esperamos, isso explode.
E como vimos, o estopim pode ser algo singelo, como um óculos, ou às vezes um chinelo. Não necessariamente a tristeza virá de uma grande perda, mas pode ser também de uma soma de coisas, que a mente vai guardando até que chega um momento que simplesmente ela chega.
Mas por que é tão difícil ir resolvendo essas pendências da vida? Porque a gente não para pra fazer isso. A rotina vai tomando conta e embora saibamos que temos coisas a resolver, vamos deixando de lado. Às vezes por cansaço, mas também muitas vezes por preguiça.
Agora estou entendendo. Está na hora de reservar um tempo a mais para pensar sobre estas coisas. Decidir de vez o que faço. Se vou ou se fico. Se faço a pós ou se não faço. Quando isso se resolve, a tendência é vir um alívio natural.
Vamos fazer isso então. Reservar um tempo para nós mesmos, deixando um pouco de lado o resto.
Mas ainda fico pensando aqui comigo. "Poxa vida, eu gostava do meu Ray Ban". :(

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Da série: que letra linda! Luiz Guilherme e Daniel - Dei teu nome a uma estrela


Vai ficar tudo bem
Não precisa chorar
Eu quero ti ver sorrir
Logo eu vo me curar

Foram as últimas palavras
Que ouvi da sua voz
Você se transformou num anjo
Deixando a saudade e eu a sós

Agora te guardo em meu coração
Deixei suas fotos no chão
Toda noite sonho que você está aqui
O lado direito da cama está vazio
Eu sinto tanto frio
O teu abraço é o meu cobertor

Eu dei teu a uma estrela
E o teu brilho ilumina o meu olhar
Estou sozinho nessa cama
Mas nos meus sonhos sinto você me tocar

Eu dei teu nome a uma estrela
O tempo passa e esse amor não quer passar
Será amor além da vida
Meu coração eternamente vai te amar


Mais uma daquelas letras de arrepiar...achei emocionante... apenas uma dica...
Se alguém quiser ouvir agora, basta procurar no youtube.
Até mais!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Seja melhor do já foi até hoje!

Então chegamos ao último dia de 2009. Um ano repleto de emoções, acontecimentos, muita coisa que marcou não só a mim, como vocês também.
Mas eu quero falar o seguinte: nesta época do ano as pessoas parecem acometidas por um certo sentimentalismo, acompanhado de muita hipocrisia, e daí surgem os amigos de natal, de final de ano, com aquelas mensagens um tanto quanto duvidosas.
Não gosto disso. Não faço isso. Desejo felicidades apenas aos que considero e mesmo assim com uma ressalva.
É importante sim desejar um bom ano àqueles que são queridos da gente. Mas poxa, o tal de 2010 não vai fazer nada por ti não, nem por mim, nem por ninguém. Não podemos pensar que só porque está começando um novo ano, as coisas vão melhorar como num passe de mágica. Nada cai do céu (a não ser alguns aviões de vez em quando...). Nada vem de mão beijada.
Se tu queres que 2010 seja um grande ano, repleto de realizações, saúde, paz, etc, faça você mesmo por merecer tudo isso.
O 2010 não vai fazer nada por ninguém. Se quisermos evoluir, precisamos trabalhar para isso. E agindo de forma correta, fazendo por merecer, provavelmente o ano será bom. Claro que vão acontecer coisas ruins. Elas fazem parte da vida meu caro leitor. Mas se procuramos melhorar como pessoas, nossa vida tende a melhorar também.
Então, em 2010 eu te desejo tudo de bom, mas só se você fizer por merecer essas coisas boas que desejas. Enfim, a partir do dia 1º de janeiro de 2010, seja melhor do que você já foi até hoje e busque sempre a superação. As recompensas virão logo, logo.
Forte abraço e até 2010!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pela vida!

Cada um tem sua história de vida e comigo não seria diferente. Sou filho de pais separados, com cada um morando em um local distinto. Minha família materna está localizada na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, enquanto a paterna está no Sul do estado. Pois bem. Não pense você que este texto é sobre a história da minha vida, pois eu sei que não seria interessante contar aqui. Isto, portanto, foi apenas uma introdução para que você possa entender a história que irei contar a seguir.
Como tenho família em dois locais diferentes, tenho feito o seguinte: passo o natal com meu pai e o reveillon com minha mãe. E assim estou fazendo mais uma vez este ano, tendo ido passar o natal e dias seguintes em Pelotas (sem piadinhas, por favor!) com minha família por parte de pai.
Tudo transcorreu normalmente e outros momentos da viagem talvez sejam relatados em textos a ser escritos em breve. Mas vou falar aqui de um acontecimento em especial, ocorrido na tarde de domingo, último dia de minha curta estadia na cidade.
Com o dia quente e ensolarado, almoçamos e fomos à praia. No carro estávamos eu, meu pai e dois irmãos. Um de 16 anos e a outra mais novinha, de apenas 5. A tarde foi muito boa, afinal, com o calor que fazia, nada melhor que a praia mesmo. Como precisava estar na rodoviária antes das 19h para pegar o ônibus de volta a Santo Ângelo, o passeio durou menos do que poderia e por volta das 17h30 já estávamos de volta à estrada. E foi justamente na volta para casa que ocorreu o fato que motivou este texto.
Com o grande movimento de carros, algo normal, qualquer incidente pode causar um grande congestionamento. E foi justamente o que aconteceu. Em determinado ponto do trajeto o trânsito simplesmente parou. Uma longa fila de carros se formou a nossa frente e meu pai logo falou: "Isso não é normal. deve ter acontecido alguma coisa lá na frente". Enquanto andávamos fomos esperando para ver o motivo de tal congestionamento. Foi quando avistamos as luzes das viaturas de polícia e concluímos, como esperado, que se tratava de um acidente.
Conforme nos aproximávamos, era possível avistar melhor a cena. Em um canto da pista, em sentido contrário, estava uma moto, bem destruída e rodeada de policiais rodoviários. Um pouco mais a frente, estendido no chão, coberto com um pano de cor marrom, um corpo. Ali estava a vítima de mais um acidente em nossas estradas. Logo acima do que seria a cabeça do indivíduo, estava colocado o capacete, que por certo não foi capaz de evitar a tragédia, dada a força do impacto.
Aquela cena me marcou. Não que nunca tenha visto algo do tipo, ou que não esteja ciente que na minha profissão isso tende a se tornar normal, mas aquilo marcou.
No momento veio um monte de pensamentos à mente. Olhei para o banco de trás tentando ver a reação de meus irmãos. E logo depois veio à cabeça a pergunta: Qual será a reação de uma mãe, um pai, um avô, um filho, uma namorada, enfim, de algum ente querido daquela pessoa ali no chão, ao tomar conhecimento do ocorrido?
Imagine você o sofrimento. A pessoa que pode ter saído de casa em busca de diversão, de uma tarde agradável a beira da Lagoa dos Patos, acabou encontrando no caminho a morte.
Mas de quem é a culpa? Neste caso, é difícil para mim tomar qualquer tipo de posicionamento, pois só vi o pós acidente. Não vi exatamente o que aconteceu. Mas tenho para mim que a maior culpada é a imprudência.
Naquele mesmo dia, na ida para a praia, eu e meu pai comentávamos, a cada motoqueiro que ultrapassava o carro, pela direita, pela esquerda, por onde desse, como eles ignoravam o risco que corriam, andando em alta velocidade e "costurando" o trânsito.
É isso que precisa ter um fim. Afinal, o que é mais importante: chegar primeiro ou chegar? As pessoas precisam deixar de lado esta necessidade maluca de andar com seus carros e motos, como se estivessem disputando uma prova de automobilismo. Não! Não estamos em nenhuma corrida maluca e para aqueles que pensam estar, normalmente o troféu tem sido este mesmo: a morte.
Chegamos ao ponto de achar normal o número de mortos em acidentes a cada final de semana, feriadão ou mesmo no dia-a-dia. E isso não pode ser considerado normal, pois assim estamos aceitando passivamente que mais vidas fiquem em nossas estradas.
Temos que cada vez mais buscar a conscientização. Não senhores! Nunca será normal para mim ver um corpo no chão, vítima de mais um acidente de trânsito e não pode ser para ninguém. Isso precisa ter um fim.
Hoje, amanhã, depois de amanhã, sempre que você for entrar em seu carro, ou subir em sua moto, pense bem. Você quer chegar ao seu destino? Se a resposta for sim, dirija com cuidado e o seu troféu será a vida.
Até mais!