terça-feira, 20 de abril de 2010

A chuva!



Outro dia eu li em um blog, uma história interessante. A July, uma moça muito querida, lá de Santa Catarina, contou a história de um dia em que correu e simplesmente esqueceu o mundo ao redor, com suas buzinas, a correria, os problemas. Algo assim. Quem quiser conferir melhor, é só visitar o blog dela aqui oh: http://orebate-julianyluz.blogspot.com.
Enfim, até comentei no texto dela, que aquela experiência era libertadora e que deveria tentar fazer algo assim um dia. Sabe como é, se concentrar tanto em algo, sem se concentrar em nada. Mas parando para pensar um pouco, percebi, quando ouvi o barulhos dos primeiros pingos de chuva, que faço isso direto .
Havia algum tempo já que os trovões anunciavam a chegada da chuva. Era questão de minutos até começar a chover.
Quando começou eu fui pensando na chuva. Poxa, eu gosto da chuva. Não em excesso também né, como as que causaram tragédias no Rio de Janeiro no mês passado, mas eu gosto da chuva. Eu gosto de olhar para ela.
No jornal onde trabalho, tem um perfil que é publicado todo sábado. São várias perguntas respondidas a cada sábado por uma "personalidade" diferente. Entre as perguntas, tem aque diz assim: Em dia de chuva gosta de:
Nunca vi ninguém responder que gosta de simplesmente apreciar a chuva. E é isso que eu gosto de fazer. Quando chove e quando eu não estou ocupado com nada, gosto de parar em algum lugar onde eu possa só ficar olhando a chuva. Fico ali, olhando os pingos, as poças d'água se formando, ouvindo aquele barulhinho do pingo batendo no chão, ou na poça, ou na grama, ou na folha. E ali, nesse momento, eu viajo. E viajando eu faço exatamente o que a July fez no dia em que correu. Eu esqueço de tudo. O mundo ao redor simplesmente não existe. Eu esqueço problemas, frustrações, trabalho, fome, sede, tudo. Fico ali viajando, deixando o pensamento ir para onde quiser ou para lugar nenhum. E posso afirmar sem dúvidas, é uma sensação única.
Depois disso, volto à vida normal e deixo a chuva lá, fazendo sua parte. Para mim ela já serviu. Ajudou a aliviar um pouco a carga do dia-a-dia.
É bom ter estes momentos. É importante. Todos deveriam parar por algum momento do dia e fazer algo que lhe desse esta sensação, de liberdade. Você aí, que por ventura leia isso, relate, qual a coisa singela (como olhar a chuva) te proporciona algum momento diferente e especial.

Até a próxima!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Uma colaboração

Mr. Gomelli vai se espalhando que nem praga na lavoura...hehe.
Estive em um festival em uma cidade vizinha e pude ter uma demonstração de umas das qualidades mais importantes de um ser humano: a simplicidade.
E depois disso, escrevi um texto para o blog de um amigo, colaborando com sua iniciativa de informar e entreter os fãs do metal.
O link do blog e do post com o texto do Mr. é este:
Quem quiser conferir este e outros textos é só passar lá.
Fica a dica!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Coloca os fones pô!

Certa feita eu vi uma reportagem no programa "Fantástico", da Rede Globo. Faz algum tempo já. Era sobre os problemas de audição que o uso compulsivo dos fones de ouvido podem trazer no futuro. A matéria foi produzida em torno da discussão do excesso de pessoas que estão sempre com fones nos ouvidos e muitas vezes em volume bastante alto. Assisti, entendi os argumentos e vi que a preocupação tinha razão de existir. Ou seja, concordei com o que foi dito. Na minha posição de telespectador, aprovei a reportagem.

Pouco depois desta reportagem que assisti, acabei lendo um texto de um colunista que escrevia para a revista em que eu fazia estágio. O texto era na mesma temática da reportagem. Só que o colunista em questão, abordou de outra forma. Ele escreveu que considerava uma qualidade certas pessoas andarem com os fones de ouvido, nas ruas, ônibus, etc. A sua argumentação, baseava-se em que, se ela quer ouvir um tipo de música, tem o direito, porém sem avançar sobre o espaço dos demais obrigando-os também a ouvir aquele som. Também acredito que é um argumento válido, embora tenha feito um comentário dizendo que ele parecia não ter visto a reportagem do programa da TV sobre o mesmo tema e que alertava para os males auditivos que essa prática traria. Mas apesar disso, como leitor, aprovei a argumentação e consequentemente o texto.

Hoje venho para escrever sobre o mesmo assunto, porém com outra abordagem. Como salientei antes, gostei da forma como o tema foi abordado nas situações acima, aceitando os argumentos como válidos. Mas confesso que hoje, irritado com o que relatarei a seguir, tenho sido defensor dos fones de ouvido, embora possam fazer mal à saúde.

O ato de ouvir som alto é errado. Óbvio que é na minha opinião, afinal, cada um tem a sua. Mas pense você, partindo do mesmo princípio do colunista citado ali, se alguém gosta de uma música, não tem o direito de obrigar ninguém a ouvi-la também. Certas situações até são toleradas, como o som do vizinho, por exemplo. Quando ele não ultrapassa dos horários determinados.
Mas em duas situações, acho uma tremenda falta de respeito. A primeira e já muito criticada, combatida e não vencida, são os carros "tunados" com seus sons mega potentes. Seus proprietários andam por aí forçando as outras pessoas a ouvir aquela música que sai em som alto, acompanhada daquele tremor de portas, vidros, juntas e de toda a lataria do carro. Pior ainda é que normalmente a "música" é um daqueles funks bem "escrotos" (com perdão da expressão). E para piorar ainda mais, é quando você está tentando ouvir algo ali no teu cantinho e essas figuras aparecem tornando a sua missão impossível.
Como falei, já foi muito criticado, já tentaram combater, mas não adiantou e a prática continua.

Mas agora, uma coisa que eu tenho visto muito por aí, são os celulares com volume no máximo. E pior, principalmente entre os adolescentes, o que nos leva a conclusão que isso pode perdurar e até piorar. Enfim, a moda da vez é o sujeito andar pela calçada com o celular na mão, tocando aquela "caixa de abelhas", com música na sua maioria da pior qualidade, forçando quem está a sua volta a ouvir também. Também não respeitam os espaços públicos e a vontade das demais pessoas. Não! Se eles querem ouvir, então você, que passar por ele, ou ficar temporariamente perto, terá que ouvir também.

Poxa, que que custa colocar o fonezinho de ouvido ali? Não é trabalho algum. É melhor para ouvir a música, pois o som fica melhor. E não incomoda ninguém.

Será mera exibição? Do tipo: "olha, meu celular toca mp3. Eu sou f***". Ah, mas vai se catar pô. Como já disse em outros textos. Se esta geração é o futuro, então preparem-se, pois ele será muito complicado.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Um texto sobre nada...

Ontem eu estava lá, sentado na frente do meu computador, por volta da 1h30 da manhã. Queria escrever algo. Passei em alguns blogues buscando inspiração. Nada me ajudou muito e acabei desistindo. Mas a vontade de escrever ficou ali...
Não sei porque essa vontade. Pensei em vários assuntos, todos muito importantes, mas nenhum deles eu conseguia desenvolver direito. Tenho essa mania. Antes de abrir a página da postagem aqui do blog, eu tento criar o texto mentalmente. Se ele vai para um caminho legal, eu sento, escrevo e procuro um desfecho interessante. Mas isso não estava acontecendo. Os textos não se desenvolviam na minha cabeça.
Passei no blog de uma menina mineira (
www.oquesepodedizer.blogspot.com), li um texto dela sobre a falta de mobilização das pessoas, que já havia lido. Depois fui lá no blog para o qual a Lu Vieira escreve (www.maquinadeletras.blogspot.com). Tinha um texto muito interessante lá. Um conto sobre um homem que possuía uma mania. Ao longo do texto você pensava uma coisa e o final te surpreendia. Muito interessante. Pensei em escrever sobre aquilo, ou quem sabe algo no mesmo estilo. Acabei desistindo da ideia. Não é muito meu estilo de escrita, eu acho.
Enfim, e agora cá estou eu, escrevendo este texto que é sobre... bom, na verdade mesmo, não é sobre nada. Eu resolvi escrever sobre a vontade de escrever, sem saber sobre o que. Tudo bem, não vai fazer você pensar em nada importante, eu acho, mas quem disse que esse blog é para te fazer pensar? Normalmente eu tento, mas às vezes vai ser só um espaço para eu desabafar, como agora.
Por falar em desabafar, acho que talvez essa vontade esteja ligada a minha vontade de escrever. Queria dizer algo, falar sobre algo. Acho que às vezes sinto falta de um "papo cabeça", seja pessoalmente ou pelo MSN. Faz tempo que não tenho nenhum, mas também, as pessoas estão alienadas de tudo. ninguém quer discutir algo importante. Ah, é muito mais importante falar da festa que tem no próximo final de semana ou dos fiascos produzidos no último sábado à noite.
Tudo bem, estou generalizando e isso nunca é bom. Então quando você for ler aquele trecho ali de cima, coloque um "a maioria das" `à frente de "pessoas". Pronto, resolvido o problema.
Enfim, vou terminando por aqui este texto que fala um monte de coisa, mas que não diz nada de interessante. Claro que depende da interpretação de cada um né. Alguém pode achar algo interessante aqui. Vai saber.

Por hoje era isso...na próxima vez prometo tentar voltar com um pouco mais de inspiração...

Abraço do Mr.!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bem vindo!

Seja bem vindo de volta. Estava aguardando pelo seu retorno, não aguentava mais aquele seu amigo esquentadinho por aqui. Sim, querido inverno, o verão nos castigou com suas altas temperaturas e não via a hora de ver você se aproximando.
Foram quatro meses de altas temperaturas. O calor intenso incomodou muito, principalmente aqui no sul, onde estamos mais adaptados às baixas temperaturas. O incômodo foi maior ainda, para quem não pôde passar este tempo na praia, onde o calor tem sua razão de existir.
Para quem tem que trabalhar é muito ruim. Andar no sol, naquele abafamento, é muito ruim.
Agora, nesta semana, voltamos a viver um pouco do clima que é comum na nossa região. O vento gelado no início e no fim do dia, aliado às baixas temperaturas dos últimos dias, dão mostras que o inverno está chegando. Traz com ele, com toda a certeza, as mais belas imagens, que fazem a alegria dos fotógrafos. Porque, convenhamos, as imagens do inverno são mais belas que as do verão. Um bom exemplo você pode ver ali acima, em uma fotografia lá da minha terrinha, no interior deste Rio Grande, uma imagem registrada por uma tia.
Eu não deveria gostar tanto do inverno. Afinal, criei-me sofrendo com problemas respiratórios. Mas mesmo assim, é impressionante a alegria que este vento gelado no rosto me proporciona. Poder sair de casa tranquilo. Caminhar sem suar. O dia é melhor aproveitado, a noite é melhor de dormir. Para se alimentar também fica melhor. Só é ruim mesmo para tomar banho...hehe.
Mas enfim, estamos voltando a conviver com este clima mais agradável, embora eu saiba que muitas pessoas não gostam. Mas o inverno serve até mesmo para mostrarmos um pouco mais de soliedariedade, afinal, temos aí a campanha do agasalho, que serve para diminuirmos o sofrimento que as baixas temperaturas possam levar àqueles que não têm condições de se abrigar adequadamente.

Então, vamos curtir o friozinho e aproveitar para mostrar que ainda temos um pouco de amor ao próximo. E seja muito bem vindo, meu querido Inverno!