- Márcia!? Ué, o que faz aqui?
- Rafaaa... finalmente chegou hein... já tava pensando em ir embora. Todos já foram almoçar e nada de você chegar. Como foi de reunião?
- Bem, tudo tranquilo! - Não tinha nada tranquilo com Rafael e naquele momento, ele tomou uma decisão.
- Que bom meu amor! Vamos almoçar juntos então? - Márcia se levantou e foi em direção a Rafael. Abraçou ele e quando ia lhe dar um beijo, foi surpreendida..
- Eu não consigo mais...
Márcia não entendeu e Rafael continuou.
- Eu sei tudo que aconteceu, eu sei que provavelmente não deveria fazer isso, mas eu simplesmente não consigo mais.
- Do que você tá falando, Rafa?
- Nós não vamos nos casar, Márcia! Desculpa! Eu agradeço por todo apoio que você me deu nesse tempo que a gente ficou junto, mas eu nunca consegui esquecer a minha ex. Ela voltou pra cidade, sabia?
Márcia não falava nada. Apenas olhava para Rafael, ainda incrédula. Não chorava. As emoções pareciam sumir do seu rosto.
- Desculpa, Márcia! A gente se encontrou acidentalmente naquele café que fica na esquina do meu apartamento e isso só serviu pra mostrar que eu nunca esqueci ela, que eu nunca deixei de amar ela.
Márcia sorriu. Uma risada nervosa...
- Eu não acredito nisso. Não acredito nisso!
- Desculpa, mas eu não posso ficar contigo amando ela. Não é justo nem contigo, nem comigo. E eu preciso dizer isso pra ela. Tchau Márcia! - Rafael virou as costas. Estava decidido. Iria encontrar Julia e falar o que sentia.
- Eu sabia que vocês tinham se encontrado. - falou Márcia. A voz quase não se podia escutar, mas ela continuou. - Eu acabei de ler um e-mail dela pedindo pra te ver.
- O que? como assim? Você tava lendo meus e-mails de novo? Não acredito. Onde ela tá?
- Desculpa Rafa... Eu sei que meu ciúmes ajudou pra você nunca gostar de mim como gostou dela. Eu que vou embora agora...
Triste, Márcia terminou de falar e saiu. Rafael ficou em silêncio, pensou por alguns instantes no que ela disse e depois correu para o computador. Procurou o tal e-mail, mas não encontrou. Pensou um pouco e decidiu que iria até a casa de Julia, mas precisava passar em seu apartamento antes para pegar uma coisa.
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Estavam todos almoçando quando a campainha tocou na casa de Julia. O pai, bravo por alguém interromper o almoço da família, esbravejou:
- Mas quem é que vai na casa dos outros numa hora dessas?
- Deve ser algum mendigo pedindo comida... - afirmou a mãe de Julia levantando da mesa.
- Pode deixar mãe. Eu vejo quem é...
Julia levantou e foi até a porta. Ao abrir, para sua surpresa, não havia ninguém. Ela achou estranho, pensou que pudesse ser alguma criança da vizinhança e resolveu voltar para a mesa.
Quando fechava a porta, viu um pedaço de papel no chão. "Agora sim isso tá estranho", pensou, enquanto se abaixava para pegar: "EU TE AMO!".
Quando fechava a porta, viu um pedaço de papel no chão. "Agora sim isso tá estranho", pensou, enquanto se abaixava para pegar: "EU TE AMO!".
Ela sorriu. Estava um pouco assustada, mas tinha a certeza que só uma pessoa poderia ter feito aquilo.
Olhou para o chão novamente e um pouco mais a frente, algo brilhava. Ela pegou e viu um pequeno pingente. Ela reconheceu aquilo. Agora não restava mais dúvidas de quem era.
Olhou para o chão novamente e um pouco mais a frente, algo brilhava. Ela pegou e viu um pequeno pingente. Ela reconheceu aquilo. Agora não restava mais dúvidas de quem era.
- Julia... quem é hein? - Ouviu sua mãe gritando da cozinha.
Não deu bola para ela, passou pela porta e olhou para os lados. Não enxergou ninguém. "onde ele tá?!", pensou.
Andou mais um pouco e ao chegar na rua, viu Rafael, escorado no carro e sorrindo para ela.
Andou mais um pouco e ao chegar na rua, viu Rafael, escorado no carro e sorrindo para ela.
Nenhum dos dois falou nada. Apenas sorriram e se abraçaram. Tudo que ela precisava saber, estava escrito naquele papel.
FIM!
