sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Lá se foram seis anos...

Lá se foram seis anos
Era só mais uma noite de setembro
Ninguém imaginava te perder

Volta e meia eu sonho contigo
E tudo parece tão verdadeiro
É um abraço, uma bronca ou carinho
Mas logo acordo, é tudo tão ligeiro

Falaram que tudo ia ficar bem
Mesmo sem você aqui
Mas não é o que vejo
Não foi só tu que perdi

Foi e levou contigo um elo
Aquilo que nos unia
Agora isso não existe mais
Nem dá pra chamar de família

Falaram que a dor ia passar
Que com o tempo ia melhorar
Lá se foram seis anos
E a saudade só faz aumentar

Hoje eu escrevo esses versos
Penso em ti e começo a chorar
Será que tu pode me ouvir!?!
Vó, pra sempre vou te amar!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Divagando...

Gostar de alguém é bom.
É ótimo na verdade.
Mas por que gostar de alguém
que nem parece realidade?

Aquele abraço bom
Aquele cheiro, carinho
Isso tudo é fictício
Tem a distância no caminho

É um obstáculo imenso
Entre os meus braços
E o teu corpo
Entre eu e os teus beijos

Pára, razão!
Não consigo mais.
Preciso ouvir o coração
Tá na hora de ir atrás

Quilômetros e quilômetros
Por abraços e abraços
Uma equação ou uma troca?
Se eu tentar, vira uma aposta?

Mas e se eu perder
Quem vai ganhar?
E se eu ganhar?
Alguém vai perder?

Perguntas sem respostas
Pelo menos por enquanto
Quem sabe um dia me decido
E vou ao teu encontro.

domingo, 28 de agosto de 2011

Que tempo bom...

A vida é mesmo uma viagem repleta de emoções, não é mesmo!?! A cada etapa, a cada lugar, a gente passa por tanta coisa, vive tantas experiências que às vezes nem damos o devido valor para certos momentos.

Quem nunca parou um dia e do nada começou a pensar em determinada situação ou local, que fez parte da sua vida, e resgatou dali, boas lembranças de bons momentos vividos?

Claro, que existem as más lembranças também, mas desta vez resolvi falar das boas, porque foram essas que apareceram por aqui hoje e na verdade, essas que valem a pena ser lembradas.

E essas lembranças ficam ainda mais fortes, quando a gente olha para fotos, como essa aí abaixo, que acabam ajudando a reviver esses momentos.

Como de costume, estava conversando aqui com uma pessoa quando entramos em um assunto que me fez ir atrás de algumas fotos antigas, do tempo em que ainda estava na faculdade. Não faz tanto tempo assim que me formei, mas parece que foi há muitos anos (nem dois anos ainda na verdade).

Pois bem. Lembrei de um amigo que estava sempre com uma câmera fotográfica registrando os momentos do curso. E fui direto catar as fotos no perfil dele em uma dessas redes sociais. Achei algumas e olhando para aquelas imagens, bateu uma saudade daquele tempo...


São coisas simples sabe!?! Nenhum evento importante, apenas coisas corriqueiras, mas lembrar daquele tempo me deu uma saudade imensa. Tem fotos de cada coisa que eu nem lembrava, ou pelo menos não parava mais para lembrar. Fotos como essa ao lado, uma simples ida ao Centro de Convivência no intervalo das aulas, quando a gente reunia a galera para comer uma porção de fritas, ou só ficar ali jogando conversa fora. Penso que talvez na hora, não dava tanto valor para tudo aquilo, mas lembrando agora, era tão bom.

Parece que os quatro anos da faculdade passaram tão rápido, que quando eu vi, já tinha terminado. Nem lembrava mais que um dia eu fui apresentador de um telejornal... hehehe. Tá, tudo bem que era só para a TV da Universidade, mas pra mim, um cara que nunca gostou de aparecer e tem sérios problemas em ser fotografado ou filmado, foi um marco. Mas com o passar do tempo, tinha até esquecido da experiência, que no fim, acabou sendo bem divertida.


Tem uma foto que me fez rir muito aqui sozinho. É uma aula de telejornalismo no estúdio da TV da universidade. Na imagem, eu estou ao lado da professora incomodando por causa de alguma coisa, como sempre. Engraçado porque eu lembrei como se fosse ontem. A professora em questão era também a coordenadora da TV da universidade, onde eu fazia estágio. Então eu passava o dia inteiro incomodando ela. Só de lembrar eu dou risada aqui sozinho... hehehe


Outro bom momento era a cada ano a chegada dos novos alunos do curso, o famoso trote. Apesar de nem todos gostarem da brincadeira, aquilo acaba sendo bom, porque é uma forma de aproximar logo de cara os veteranos dos calouros. E vira uma diversão para todos, até mesmo para os "bixos" que, de início, não queriam entrar na brincadeira.


Enfim, são tantos momentos que parando um pouco para pensar, me trouxeram ótimas lembranças e uma saudade imensa. Queria poder voltar no tempo. Reviver isso, estar de novo com os amigos que fiz durante o curso. Não foram muitos, é verdade, mas são pessoas que eu pude considerar amigos mesmo.

Só que ao mesmo tempo que é bom lembrar de tudo isso, acaba ficando aquele sentimento de que eu não dei o devido valor quando tudo acontecia. Uma pena. Hoje, lembrando, eu sinto uma falta tremenda de tudo aquilo.

Acredito que todos temos esse tipo de lembranças e sentimos uma certa nostalgia ao rever imagens que nos levam a esses bons momentos. Um tempo bom, que não volta mais. Resta-nos então, olhar para as fotos e nos divertirmos com as lembranças.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Apaixonar-se é bom!

Estava eu, mais uma vez, de bobeira pelo MSN. Programa que tenho utilizado cada vez menos, por sinal, mas isso não vem ao caso. Estava de bobeira aqui pelo PC, com o MSN aberto, até que comecei a conversar com um dos contatos online.

Papo vai, papo vem, ambos meio descornados (não quer dizer que levamos chifre ou algo do tipo, estávamos apenas decepcionados...) por assuntos ligados a relacionamentos, acabou surgindo a questão: por que nos apaixonamos?

Pensei por um breve momento e falei: "Porque é bom". E então o papo seguiu.

Mas desde que respondi isso, fiquei aqui matutando sobre a minha resposta. Alguém terá coragem de dizer que não é bom se apaixonar? Olha hein. Creio que não.

Porque se apaixonar é realmente muito bom. A vida ganha outro sentido. Acorda-se com mais disposição, o dia passa mais "leve" mesmo que os problemas do nosso cotidiano sejam os mesmos de sempre, mas o fato de estarmos enamorados (não sei se é um sinônimo perfeito, mas vai ficar assim) acaba transformando os dias em passagens mais agradáveis.

Me refiro, obviamente, por paixões por outra pessoa. Uma coisa de relacionamento amoroso. E não a paixão pela família, ou por algum esporte, ou local, etc.

Mas bem. Aí vocês podem dizer que se apaixonar não é bom, porque muitas vezes a gente acaba sofrendo por essas paixões. Sim, é verdade que sofremos, mas normalmente isso acontece quando determinado relacionamento chega ao fim ou nos decepcionamos por algum ato do alvo da nossa paixão. Aí a gente sofre mesmo e todo bem-estar proporcionado pelo fato de estar apaixonado, se transforma em algo bem ruim na verdade.

MAS, mesmo assim, não muda o fato de que se apaixonar é SIM muito bom.

Antes que algum engraçadinho venha dizer que eu estou escrevendo isso porque estou apaixonado. Já vou dizendo que não. E mais, é só ler ali no início do texto que eu estou meio decepcionado com assuntos do campo dos relacionamentos amorosos.

Entretanto, isso não muda minha opinião. Porque sempre que eu me apaixonei, vivi dias felizes. O ruim é quando a coisa termina. A solução para isso? Bom, vejo duas opções basicamente.

1 - Elevar ao máximo a sua racionalidade, fazendo com que se torne mais difícil sonhar e se iludir com as paixonites, e assim diminuindo o sofrimento;

2 - Tentar se apaixonar por alguém que vale a pena e que possa resultar num relacionamento duradouro.

Ambas são bem difíceis na verdade. Mesmo assim, vejo que não teria porque incluir ali a opção "não se apaixonar", porque por mais que a gente não queira, isso vai acabar acontecendo.

Acho que por hoje era isso pessoal. Quem sabe eu volte em breve com um texto um pouco melhor que esse...hehe.

Até a próxima.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Novos rumos

Neto andava de um lado a outro do quarto sem saber o que fazer. Sua vontade era desistir. Desistir de tudo, desistir da vida. Não sabia bem de onde vinha aquele sentimento, porque estava assim. Mas era a vontade que tinha.

Impaciente e agitado, sentiu-se incomodado pelo barulho da televisão ainda ligada. Foi até ela e desligou. Voltou até a cama, mãos na cintura, lábios retraídos, testa enrugada, olhando para o chão. Sentou-se por um momento na cama e olhou para sua esquerda. A janela do apartamento, ainda aberta, lhe apresentava a vista da cidade, agora silenciosa graças ao avançado da hora.

Não conseguiria dormir, pensou. Levantou-se novamente, olhou para um velho relógio de parede que marcava 4h47. Estava tarde, mas mesmo assim, espichou o braço até uma estante e pegou um molho de chaves. Dirigiu-se, decidido, até a porta do apartamento. Sentia-se preso ali dentro, sem ar. Precisava respirar, pensar, achar uma saída. 

Abriu e fechou a porta com cuidado para não incomodar os vizinhos. Da mesma forma desceu as escadas e abriu a porta que o levou até o hall de entrada do prédio. Seguiu em frente, caminhando em direção ao portão. Passou em seu caminho pelo porteiro. Um senhor de cabelos brancos, que àquela altura, estava recostado em sua cadeira, uma pequena televisão ligada a sua frente. No silêncio da madrugada, o barulho da TV misturava-se ao ronco do "Seu Zé", como o porteiro era chamado pelos moradores. "Dormindo hein...", pensou Neto ao passar pelo local tentando fazer o mínimo de barulho para não ser percebido.

Passou pelo portão e pisou na calçada. Sentiu a brisa da madrugada gelada. A chuva, que cessara há poucos minutos, podia voltar a qualquer instante, mas ele não ligava para isso. Olhou para um lado e para o outro. Como esperado, a rua estava deserta. Fechou seu casaco, enfiou as mãos nos bolsos e voltou a caminhar. Para onde? Nem ele sabia. Apenas caminhava.

A paisagem a sua volta era conhecida, afinal, passava por ali todos os dias a caminho do trabalho. A diferença é que desta vez estava sozinho. Ou pelo menos parecia estar.

Seguiu em frente a passos largos, determinados, olhando para o chão. Sentiu os primeiros pingos de chuva tocando em sua cabeça, mas não cogitou retornar. Cobriu a cabeça com o capuz e continuou caminhando. Andou sem pensar para onde ia. Queria apenas caminhar, sem pensar, sem planejar, sem lembrar...

Passado algum tempo, sentiu-se cansado. Olhou para o relógio em seu pulso. Passava das 5h30 da manhã. Neto havia caminhado por quase 45 minutos. A paisagem já não era a mesma. Ele nem bem sabia em que parte da cidade se encontrava. A chuva continuava a cair, fraca, mas teimosa. Estava encharcado. Olhou em frente e na primeira esquina dobrou à direita. Não fazia ideia de onde iria parar ao dobrar ali, mas seguiu caminhando.

Aos poucos seus pensamentos voltaram a procurar uma explicação para aquilo que estava sentindo. Por que? Era a pergunta que se fazia, sem saber a resposta.

Algumas quadras a frente, dobrou novamente, dessa vez para a esquerda. Caminhou por cerca de 20 minutos e percebeu que entrara em uma rua sem saída. Mais alguns passos e parou. Estava diante de um muro alto. Olhou para o obstáculo a sua frente. Não via como ultrapassá-lo. De súbito sorriu. Era assim que se sentia em sua vida: preso, sem saída. 

Olhou para a direita e viu casas simples. Girou a cabeça para a esquerda e contemplou paisagem semelhante. Voltou a fitar o chão e ali ficou, parado, olhando para o asfalto molhado. Depois de um tempo voltou a olhar para o muro a sua frente. Sorriu e olhou para trás.

Deu meia volta. Olhou em frente e voltou a caminhar. A chuva havia parado e a escuridão da noite começava a dar lugar aos primeiros sinais do amanhecer. Os passos agora eram lentos e o semblante preocupado dera lugar a uma expressão de satisfação. Sentia sono, sentia fome, sentia cansaço, mas ao mesmo tempo sentia-se forte. Não iria desistir. Precisava voltar e tentar um novo caminho, pensou ele, mas não para aquela caminhada na madrugada fria. Essa já havia terminado.