domingo, 28 de agosto de 2011

Que tempo bom...

A vida é mesmo uma viagem repleta de emoções, não é mesmo!?! A cada etapa, a cada lugar, a gente passa por tanta coisa, vive tantas experiências que às vezes nem damos o devido valor para certos momentos.

Quem nunca parou um dia e do nada começou a pensar em determinada situação ou local, que fez parte da sua vida, e resgatou dali, boas lembranças de bons momentos vividos?

Claro, que existem as más lembranças também, mas desta vez resolvi falar das boas, porque foram essas que apareceram por aqui hoje e na verdade, essas que valem a pena ser lembradas.

E essas lembranças ficam ainda mais fortes, quando a gente olha para fotos, como essa aí abaixo, que acabam ajudando a reviver esses momentos.

Como de costume, estava conversando aqui com uma pessoa quando entramos em um assunto que me fez ir atrás de algumas fotos antigas, do tempo em que ainda estava na faculdade. Não faz tanto tempo assim que me formei, mas parece que foi há muitos anos (nem dois anos ainda na verdade).

Pois bem. Lembrei de um amigo que estava sempre com uma câmera fotográfica registrando os momentos do curso. E fui direto catar as fotos no perfil dele em uma dessas redes sociais. Achei algumas e olhando para aquelas imagens, bateu uma saudade daquele tempo...


São coisas simples sabe!?! Nenhum evento importante, apenas coisas corriqueiras, mas lembrar daquele tempo me deu uma saudade imensa. Tem fotos de cada coisa que eu nem lembrava, ou pelo menos não parava mais para lembrar. Fotos como essa ao lado, uma simples ida ao Centro de Convivência no intervalo das aulas, quando a gente reunia a galera para comer uma porção de fritas, ou só ficar ali jogando conversa fora. Penso que talvez na hora, não dava tanto valor para tudo aquilo, mas lembrando agora, era tão bom.

Parece que os quatro anos da faculdade passaram tão rápido, que quando eu vi, já tinha terminado. Nem lembrava mais que um dia eu fui apresentador de um telejornal... hehehe. Tá, tudo bem que era só para a TV da Universidade, mas pra mim, um cara que nunca gostou de aparecer e tem sérios problemas em ser fotografado ou filmado, foi um marco. Mas com o passar do tempo, tinha até esquecido da experiência, que no fim, acabou sendo bem divertida.


Tem uma foto que me fez rir muito aqui sozinho. É uma aula de telejornalismo no estúdio da TV da universidade. Na imagem, eu estou ao lado da professora incomodando por causa de alguma coisa, como sempre. Engraçado porque eu lembrei como se fosse ontem. A professora em questão era também a coordenadora da TV da universidade, onde eu fazia estágio. Então eu passava o dia inteiro incomodando ela. Só de lembrar eu dou risada aqui sozinho... hehehe


Outro bom momento era a cada ano a chegada dos novos alunos do curso, o famoso trote. Apesar de nem todos gostarem da brincadeira, aquilo acaba sendo bom, porque é uma forma de aproximar logo de cara os veteranos dos calouros. E vira uma diversão para todos, até mesmo para os "bixos" que, de início, não queriam entrar na brincadeira.


Enfim, são tantos momentos que parando um pouco para pensar, me trouxeram ótimas lembranças e uma saudade imensa. Queria poder voltar no tempo. Reviver isso, estar de novo com os amigos que fiz durante o curso. Não foram muitos, é verdade, mas são pessoas que eu pude considerar amigos mesmo.

Só que ao mesmo tempo que é bom lembrar de tudo isso, acaba ficando aquele sentimento de que eu não dei o devido valor quando tudo acontecia. Uma pena. Hoje, lembrando, eu sinto uma falta tremenda de tudo aquilo.

Acredito que todos temos esse tipo de lembranças e sentimos uma certa nostalgia ao rever imagens que nos levam a esses bons momentos. Um tempo bom, que não volta mais. Resta-nos então, olhar para as fotos e nos divertirmos com as lembranças.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Apaixonar-se é bom!

Estava eu, mais uma vez, de bobeira pelo MSN. Programa que tenho utilizado cada vez menos, por sinal, mas isso não vem ao caso. Estava de bobeira aqui pelo PC, com o MSN aberto, até que comecei a conversar com um dos contatos online.

Papo vai, papo vem, ambos meio descornados (não quer dizer que levamos chifre ou algo do tipo, estávamos apenas decepcionados...) por assuntos ligados a relacionamentos, acabou surgindo a questão: por que nos apaixonamos?

Pensei por um breve momento e falei: "Porque é bom". E então o papo seguiu.

Mas desde que respondi isso, fiquei aqui matutando sobre a minha resposta. Alguém terá coragem de dizer que não é bom se apaixonar? Olha hein. Creio que não.

Porque se apaixonar é realmente muito bom. A vida ganha outro sentido. Acorda-se com mais disposição, o dia passa mais "leve" mesmo que os problemas do nosso cotidiano sejam os mesmos de sempre, mas o fato de estarmos enamorados (não sei se é um sinônimo perfeito, mas vai ficar assim) acaba transformando os dias em passagens mais agradáveis.

Me refiro, obviamente, por paixões por outra pessoa. Uma coisa de relacionamento amoroso. E não a paixão pela família, ou por algum esporte, ou local, etc.

Mas bem. Aí vocês podem dizer que se apaixonar não é bom, porque muitas vezes a gente acaba sofrendo por essas paixões. Sim, é verdade que sofremos, mas normalmente isso acontece quando determinado relacionamento chega ao fim ou nos decepcionamos por algum ato do alvo da nossa paixão. Aí a gente sofre mesmo e todo bem-estar proporcionado pelo fato de estar apaixonado, se transforma em algo bem ruim na verdade.

MAS, mesmo assim, não muda o fato de que se apaixonar é SIM muito bom.

Antes que algum engraçadinho venha dizer que eu estou escrevendo isso porque estou apaixonado. Já vou dizendo que não. E mais, é só ler ali no início do texto que eu estou meio decepcionado com assuntos do campo dos relacionamentos amorosos.

Entretanto, isso não muda minha opinião. Porque sempre que eu me apaixonei, vivi dias felizes. O ruim é quando a coisa termina. A solução para isso? Bom, vejo duas opções basicamente.

1 - Elevar ao máximo a sua racionalidade, fazendo com que se torne mais difícil sonhar e se iludir com as paixonites, e assim diminuindo o sofrimento;

2 - Tentar se apaixonar por alguém que vale a pena e que possa resultar num relacionamento duradouro.

Ambas são bem difíceis na verdade. Mesmo assim, vejo que não teria porque incluir ali a opção "não se apaixonar", porque por mais que a gente não queira, isso vai acabar acontecendo.

Acho que por hoje era isso pessoal. Quem sabe eu volte em breve com um texto um pouco melhor que esse...hehe.

Até a próxima.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Novos rumos

Neto andava de um lado a outro do quarto sem saber o que fazer. Sua vontade era desistir. Desistir de tudo, desistir da vida. Não sabia bem de onde vinha aquele sentimento, porque estava assim. Mas era a vontade que tinha.

Impaciente e agitado, sentiu-se incomodado pelo barulho da televisão ainda ligada. Foi até ela e desligou. Voltou até a cama, mãos na cintura, lábios retraídos, testa enrugada, olhando para o chão. Sentou-se por um momento na cama e olhou para sua esquerda. A janela do apartamento, ainda aberta, lhe apresentava a vista da cidade, agora silenciosa graças ao avançado da hora.

Não conseguiria dormir, pensou. Levantou-se novamente, olhou para um velho relógio de parede que marcava 4h47. Estava tarde, mas mesmo assim, espichou o braço até uma estante e pegou um molho de chaves. Dirigiu-se, decidido, até a porta do apartamento. Sentia-se preso ali dentro, sem ar. Precisava respirar, pensar, achar uma saída. 

Abriu e fechou a porta com cuidado para não incomodar os vizinhos. Da mesma forma desceu as escadas e abriu a porta que o levou até o hall de entrada do prédio. Seguiu em frente, caminhando em direção ao portão. Passou em seu caminho pelo porteiro. Um senhor de cabelos brancos, que àquela altura, estava recostado em sua cadeira, uma pequena televisão ligada a sua frente. No silêncio da madrugada, o barulho da TV misturava-se ao ronco do "Seu Zé", como o porteiro era chamado pelos moradores. "Dormindo hein...", pensou Neto ao passar pelo local tentando fazer o mínimo de barulho para não ser percebido.

Passou pelo portão e pisou na calçada. Sentiu a brisa da madrugada gelada. A chuva, que cessara há poucos minutos, podia voltar a qualquer instante, mas ele não ligava para isso. Olhou para um lado e para o outro. Como esperado, a rua estava deserta. Fechou seu casaco, enfiou as mãos nos bolsos e voltou a caminhar. Para onde? Nem ele sabia. Apenas caminhava.

A paisagem a sua volta era conhecida, afinal, passava por ali todos os dias a caminho do trabalho. A diferença é que desta vez estava sozinho. Ou pelo menos parecia estar.

Seguiu em frente a passos largos, determinados, olhando para o chão. Sentiu os primeiros pingos de chuva tocando em sua cabeça, mas não cogitou retornar. Cobriu a cabeça com o capuz e continuou caminhando. Andou sem pensar para onde ia. Queria apenas caminhar, sem pensar, sem planejar, sem lembrar...

Passado algum tempo, sentiu-se cansado. Olhou para o relógio em seu pulso. Passava das 5h30 da manhã. Neto havia caminhado por quase 45 minutos. A paisagem já não era a mesma. Ele nem bem sabia em que parte da cidade se encontrava. A chuva continuava a cair, fraca, mas teimosa. Estava encharcado. Olhou em frente e na primeira esquina dobrou à direita. Não fazia ideia de onde iria parar ao dobrar ali, mas seguiu caminhando.

Aos poucos seus pensamentos voltaram a procurar uma explicação para aquilo que estava sentindo. Por que? Era a pergunta que se fazia, sem saber a resposta.

Algumas quadras a frente, dobrou novamente, dessa vez para a esquerda. Caminhou por cerca de 20 minutos e percebeu que entrara em uma rua sem saída. Mais alguns passos e parou. Estava diante de um muro alto. Olhou para o obstáculo a sua frente. Não via como ultrapassá-lo. De súbito sorriu. Era assim que se sentia em sua vida: preso, sem saída. 

Olhou para a direita e viu casas simples. Girou a cabeça para a esquerda e contemplou paisagem semelhante. Voltou a fitar o chão e ali ficou, parado, olhando para o asfalto molhado. Depois de um tempo voltou a olhar para o muro a sua frente. Sorriu e olhou para trás.

Deu meia volta. Olhou em frente e voltou a caminhar. A chuva havia parado e a escuridão da noite começava a dar lugar aos primeiros sinais do amanhecer. Os passos agora eram lentos e o semblante preocupado dera lugar a uma expressão de satisfação. Sentia sono, sentia fome, sentia cansaço, mas ao mesmo tempo sentia-se forte. Não iria desistir. Precisava voltar e tentar um novo caminho, pensou ele, mas não para aquela caminhada na madrugada fria. Essa já havia terminado.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Alternativa 5

Há alguns dias atrás, eu estava de bobeira no MSN, como sempre, e um contato me chamou com um papo meio estranho. "Pedroo. Faz uma contribuição aeh pro gov. eh de graça...", disse a pessoa. Eu questionei e ela então explicou: "envia uma sms (gratuita) para o numero 27397 com o numero de uma das seguintes alternativas q vc tomararia para mudar e melhorar o transito...". Eu questionei o porquê disso e a pessoa explicou que " o governo precisa da opinião das pessoas para ver qual eh a atitude mais importante...".

Ok! Entendida a proposta, questionei qual seria a forma de participar de tal pesquisa e era bem simples. Bastava mandar uma mensagem para aquele número citado por ela, com uma das alternativas a seguir: 
1-o comportamento irresponsável de alguns jovens no trânsito. 
2-as pessoas que conduzem carro ou moto depois de ingerir bebida alcoólica
3-a imprudência de alguns motociclistas 
4-o desrespeito de alguns motoristas às leis do trânsito 
5-a falta de rigor na fiscalização e punições pouco severas 
6-a má preparação dos condutores e a falta de educação de trânsito para a população 

Peguei meu celular, digitei o nº 5 e enviei a mensagem. Aí então discutimos nossas respostas. Mas por que dentre as alternativas, eu escolhi "a falta de rigor na fiscalização e punições pouco severas" como a ideal para mudar e melhorar o trânsito?

Bom, que tem muita coisa errada no Brasil, como em todos os outros países, acho que todo mundo já sabe. A questão é que no trânsito, como em nosso dia-a-dia como um todo, o desrespeito às leias vem se sobressaindo e eu vejo que isso ocorre graças a vários fatores, mas principalmente, devido à certeza da impunidade. O infrator acaba agindo errado por saber que nada vai lhe acontecer e que a maioria também age assim. Acredito que enquanto não for alterado o modo de se punir os infratores de qualquer área, a bagunça será muito difícil de ser controlada, tanto no trânsito, como na segurança como um todo.

Aí a pessoa questionou minha resposta, dizendo que não acha certo ensinar pelo castigo. Bom, eu também não acho certo, mas, infelizmente, já foi comprovado que por meio de conscientização não está dando certo. Vejam vocês quantas campanhas já foram criadas e ignoradas. Quantos movimentos já nasceram e logo ali sumiram. Porque o povo está viciado. Está acomodado. A educação, que vem desde cedo e já deveria ser melhor valorizada, continua muito mal. Então, para mudar, acredito que a melhor forma seja sim através do castigo. Afinal, é melhor mudar assim do que nunca mudar.

Infelizmente, as pessoas precisam sentir no bolso através de multas, ou na própria vida, com a perda da liberdade, por exemplo, para de repente aprenderem. Hoje o cara toma um porre, bate em algum lugar, fere ou até mata pessoas, e na maioria das vezes, no máximo, perde a CNH. Sim, mas isso não impede que ele continue dirigindo. Ou seja, é a mesma coisa que nada né.

Outra coisa é a velocidade. Adianta alguma coisa as placas nas estradas indicando o limite de velocidade? Olha, se tem 5% de motoristas que respeitam aquilo, é MUITO.

Aliás, aí está uma coisa que eu não compreendo. Porque diabos são produzidos no Brasil carros que alcançam os 200km/h ou mais, se o máximo dos máximos permitido no território nacional são os 110km/h? Aí fica aquela coisa né, como o governo vai punir, se permitindo isso, ele acaba compactuando com os infratores?!

Mas também é "fácil" de entender. Entramos no campo econômico da coisa. Se impedir as empresas de fabricar carros mais rápidos, o Brasil vai espantar as grandes firmas, que atraem seus clientes, na maioria das vezes, pela potência, pela força de seus produtos. E se perder essas grandes empresas, o governo arrecadaria menos, a economia poderia se enfraquecer e aí ia ter menos dinheiro para eles roubarem né... ¬¬

Bom, acho que já misturei demais os assuntos. Resumindo, acho que para tentar mudar a coisa, é sim necessário aumentar a rigorosidade na fiscalização E nas punições. E não só no trânsito, mas na segurança pública como um todo. Aliás, sou até a favor da pena de morte (vai ter gente querendo me bater por causa dessa afirmação...hehe), mas isso já é assunto pra outro texto, porque esse já ficou muito longo.

Era isso por hora. Até mais!

Obs.: Ainda tá valendo a pesquisa. Se alguém quiser votar, basta seguir as instruções no início do texto.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Já estou com saudade

Durante um bom tempo, tornou-se um ritual. De noite, eu no meu quarto, por aqui, de bobeira, e por volta da meia noite, ela vinha até a minha porta e ficava fungando, meio que chamando, pedindo atenção. Eu então abria a porta e ficava ali um tempo com ela, brincando, apertando e ela ali, atiraaada no chão de barriga pra cima. Então depois de um tempo mandava ela pro cantinho dela e voltava pro meu quarto.


Isso levou um tempo. Era sempre assim. Parece que ela sabia a hora certa de fazer isso e eu, como um bobo apaixonado, atendia e ficava ali curtindo a negona mais linda desse mundo.

Com o passar do tempo, inevitavelmente, eu fui me apegando mais e mais a ela.

Coisa mais comum era chegar em casa e ver aquele rostão olhando pra rua, esperando...

Ou na saída quando ela ia até o portão e enfiava a cara entre as grades, esperando uma última carícia.

São diversos os momentos que vou guardar na memória. Sempre que podia, ia lá dar um pouco de atenção pra ela. Perdi as contas de quantas vezes me concentrava em preparar uma comida diferente pra misturar com a ração, como se tivesse fazendo comida pra uma pessoa.

Sei lá se isso é certo ou errado, mas eu fiz sempre com a intenção de cuidar bem de um dos meus amores: a Keka. Quem me conhece ou tem um convívio mais diário comigo, ou mesmo quem tem contato no MSN ou alguma mídia social, sabe o quanto eu gosto dela.

Enfim, hoje, quando me preparo pra ir embora de Santo Ângelo, percebi que provavelmente não a verei mais.

Eu vou, a Keka fica.

Não tenho como levar comigo. E hoje, quando percebi isso, que a partir de amanhã não vou ter mais aquele carão lindo me esperando na chegada, ou aquela faceirice debaixo da janela quando tu aparece e olha pra fora de casa, sem controlar, enchi os olhos de lágrimas.

É bobeira, eu sei que é. Mas eu tenho mesmo me apegado muito mais aos animais do que às pessoas. Eles parecem ser tão mais sinceros nas suas demonstrações de afetos.

De imediato tratei de ir lá ficar um pouco com ela, meio que me despedindo mesmo. E pra minha surpresa, alguns minutos depois de voltar pro meu quarto, ela veio aqui me chamar na porta, como sempre fez, meio que como retribuindo a despedida... tadinha. Acho que deve ter doído de tanto que apertei. Hehehe.

Posso esquecer muita coisa do que vivi e vi aqui em Santo Ângelo, mas a Keka, assim como a Nina que já foi há muito tempo, e o Smeagle, o fiel companheiro delas, eu sempre vou levar comigo.