quarta-feira, 19 de maio de 2010

Palmas e obrigados!

Eu sempre fui do tipo chato, que tinha opinião sobre tudo. Opiniões estas que às vezes não agradavam muito aos outros. Por isso mesmo, acabei aprendendo a ser mais calado. Sentia, portanto, a necessidade de ter um lugar para expor minhas ideias, meus pensamentos e minha chatices. Por muito tempo planejei: "vou criar um blog para isso". Mas acabei me enrolando e demorei para fazê-lo. Eis que no dia 20 de maio de 2009, em um impulso desses que temos na vida e que na verdade são cada vez mais raros na minha, eu criei este espaço aqui. Na verdade, não recordo direito o que me fez ter este impulso.
Se tem uma coisa que eu aprendi na vida até hoje foi a ser grato. Devemos agradecer muito pelas coisas boas, ou pessoas de bem que cruzam nosso caminho. As provações também são importantes, pois elas nos fazem crescer bastante também. Mas neste sentido de ser grato, tenho que agradecer aos que hoje, são seguidores do blog.
Nossa! Já são 15. Ah para, nem pense em dizer: "só 15?". Poxa, para mim isso é um número expressivo, embora eu já tenha sonhado em ter muito mais... hehe. Mas cada vez mais acredito na frase "qualidade é mais importante que a quantidade". Sei também que muitos desses 15 quase nunca aparecem por aqui, mas fazer o que né? Sempre que posso, eu atualizo, mas também não posso obrigar ninguém a ler.
Mas destes 15 que ali estão...ali em cima ó...no canto superior direito...viu? Pois é, destes 15, eu vou personificar meu agradecimento em um deles, sem desmerecer os outros hein...hehe.
Ele, na verdade, é ela. Não sei como chegou até meu blog, porque não nos conhecíamos. Na verdade, ainda não nos conhecemos, pessoalmente sabe, só no mundo virtual mesmo. Pois então, imagino que tenha sido através de algum comentário em outro blog que acabou trazendo a visitante até o blog do Mr. Gomelli. Que bom né!
A Lu Vieira é uma pessoa que eu admiro. Aprendi a admirar os textos dela lá no blog "Máquina de Letras", já citado em outros textos aqui. Na verdade, ela tem sido minha leitora mais assídua, até porque é a que mais comenta e querendo ou não, os comentários são um termometro para se saber quem passou e quem não passou por aqui. Pensar que alguém como ela, inteligente e sensata, gasta algum tempo do seu dia vindo aqui para ver se escrevi algo novo, é um grande incentivo para continuar escrevendo. E por isso mesmo sou grato a ela. Sou agradecido também pelo aprendizado com os textos lá e os comentários aqui.
Sim, tem outros leitores assíduos também, que não devem sentir-se menos valorizados. O Ritter, a July, o Fred Nogueira, só para ficar em alguns exemplos dos que estão ali entre os "seguidores". Tem também alguns que não são seguidores, mas que comentam de outras formas, via MSN, por exemplo.
Por isso, neste post de Aniversário, agradeço a todos os "seguidores", a todos que por ventura tenham visitado o blog vez ou outra, a todos que virão ainda a passar por aqui e em especial, à Lu.

Logo abaixo, deixo o link do 1º posto do blog do Mr. Gomelli. Talvez muitos não tenham lido ainda (acredito que quase ninguém). Se quiserem conhecer o 1º dos meus textos, é só conferir lá.

Por hoje era isso. Um grande abraço e até a próxima viagem maluca pelos pensamentos do Mr. Gomelli! =)


http://mrgomelli.blogspot.com/2009/05/foi-dada-largada.html

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Fique de olho!


A corrupção está presente na nossa sociedade. Isso não é nenhuma novidade, creio eu. Também não é novo afirmar que todos os seguimentos estãos "infectados". Mas fica mais difícil de aceitar quando ela se apresenta em um dos seguimentos que existe para fazer cumpri a lei.
O Jornal Hoje desta sexta-feira, na Rede Globo de Televisão, apresentou mais uma daquelas reportagens constrangedoras, com denúncias. Não cheguei a ver tudo que passou, mas ouvi a matéria na íntegra. Em algum lugar do Brasil, foi promovida uma festa em um posto de combustível, o que era proibido. Lá pelas tantas, aparecem alguns policiais e ao invés de terminar com o "agito", eles são filmados conversando com organizadores. O pior foi o fato de um dos organizantes ser filmado contando dinheiro, entrando na viatura e poucos minutos depois saindo como se nada tivesse acontecido. Complicado não?
Este é um exemplo da sujeira da nossa sociedade, que fica mais preocupante quando atinge um segmento que deveria estar ali para combatê-la. Tudo bem, como sempre digo, não podemos generalizar. Obviamente que na polícia existem muitos, quiçá a maioria, de policiais que cumprem com seu dever, mas é inegável que também existem muitos que não o fazem.
Outra erro muito cometido por esta classe, e que pode ser relacionado com o 1º, citado acima, é pensarem que estão acima da lei. Eu mesmo já presenciei e vivi algo assim.
Certa feita estava fazendo a cobertura de um jogo do time aqui da cidade. Após a partida, como de praxe, a torcida gritou e xingou a arbitragem. Isso sempre acontece e como sempre a polícia se posicionou para que o árbitro e seus assistentes não fossem atingidos por nada. Procedimento normal e acertado, até então. Porém, pouco depois, surgiu um garoto, de 16, 17 anos talvez, que se aproximou e começou a xingar a arbitragem. Aí o comportamento da polícia foi equivocado. Ele partiram para agressão ao jovem. Tudo bem que o comportamento do garoto não foi certo, mas também não justifica a ação da polícia.
No outro dia, coloquei no jornal um comentário sobre o ocorrido. Relatei brevemente a cena, fiz questão de salientar que o jovem cometeu um erro e afirmei que a polícia fez o tal "uso excessivo de força".
Pronto! Foi o suficiente para um dos PMs me eleger como alvo. No outro dia, ele tratou de afirmar aos meus colegas de trabalho, que por vetura foram fazer uma cobertura na delegacia, que eu sofreria retaliações. Foi além, perguntou onde eu morava e o carro que dirigia. Queria me encontrar de alguma forma, o que não aconteceu. Não sei se porque desistiu ou porque simplesmente não conseguiu. Sei que não me aconteceu nada, pelo menos por enquanto...hehe.
Mas não me arrependo de ter colocado aquele comentário no jornal. Faria de novo, se necessário. A polícia existe para fazer cumprir a lei, não está acima dela. Assim como todos os demais cidadãos, eles também têm que respeitar as normas existentes. Óbvio, que o trabalho deles é nobre. Correm riscos altos para nos proteger muitas vezes, mas isso não pode ser utilizado como desculpa para estes erros.
A reportagem do JH, assim como todas as outras que aparecem fazendo estas denúncias, são louváveis. Não podemos ver este tipo de coisa acontecer e ficar quietos. Nós jornalistas, assim como todo o cidadão de bem, temos o direito de cobrar um comportamento adequado da polícia. Até porque, acredito que não nos omitindo, estaremos retirando de atividade os maus policiais, sobrando assim, aqueles que fazem seu trabalho de forma exemplar e que estarão sempre prontos a nos auxiliar quando precisarmos.
Por isso que eu peço, não só com a polícia, mas em qualquer situação. Não se omita. Não se cale. A nossa vigilância é importante e sempre bem vinda.

Até a próxima!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O vício!

Sou como um viciado
Primeiro vem a negação
Eu nego os argumentos
Não quero aceitar meus erros

O vício é traiçoeiro
Deixa eu pensar que estou no comando
Volta e meia me sinto liberto
Ando por caminhos que sempre sonhei

O vício então tenta mostrar sua força
Novamente minha postura é só de rejeição
Não quero assumir seu poder
Não quero mostrar que sou sujeito a ele

Meu vício me domina
Brinca comigo e com meus sentimentos
Quando penso que vou fugir
Ele mostra que só estava brincando comigo

Então pra que negar?
Não é a 1ª vez, chega de rejeição
O que me resta é aceitar
Meu vício, minha vida é a solidão!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O mundo "slow" de Hugo! (oportuniddades)


Para quem não conhece, a figura aí da foto é o Hugo, jogador de futebol, que está em sua 2ª passagem pelo Grêmio (esse dispensa apresentações né...hehe). Bom, mas o jogador acho que é importante apresentar um pouco do seu histórico. Vamos lá...
Hugo é meia esquerda, canhotinho bom de bola, pelo menos sempre teve potencial para ser. Carioca, surgiu nas categorias de base do Flamengo. Não aprovou no time da Gávea e começou a rodar por outros clubes, coisa comum no futebol.
Dos clubes pelos quais passou, além do Grêmio, lembro muito dele no Juventude. No time de Caxias do Sul ele jogou demais e foi então que surgiu o interesse do Grêmio. Lembro-me bem de uma partida histórica para o Juventude. Um 6 a 0 sobre o Corinthians, no Alfredo Jaconi, em Caxias, com atuação de luxo do Hugo.
No Grêmio, sua primeira passagem foi em 2006. Jogou muito também, parecia decidido a se tornar um daqueles grandes jogadores de futebol, ídolo da torcida e tudo mais. Mas aí acabou saindo do tricolor e não se encontrou mais. Ultimamente esteve no São Paulo, onde foi tri-campeão do Brasileirão, mas sempre sendo reserva e participando pouco das partidas.
Então o tricolor de Porto Alegre resolveu buscar o jogador novamente. Na 1ª tentativa não deu certo, mas este ano ele veio e sua chegada animou a torcida, que guardava boas recordações da passagem anterior do meia. Mas desde que chegou, o jogador tem sido uma grande decepção. Rapidamente perdeu espaço no time titular para os garotos da base e também para outro jogador contratado, o Douglas.
E aí eu já me pergunto: O que acontece com o Hugo? Será que desaprendeu a jogar bola ou será uma simples acomodação?
Não sei dizer, sei que ele parece estar vivendo em um mundo paralelo, um mundo "slow motion". Já virou piada entre os gremistas. Sempre que é chamado pelo técnico Silas, lá nos minutos finais das partidas, aparece naquele trote meio descansado, sem vontade. Dentro de campo, a lentidão é a mesma, parece fazer tudo literalmente em câmera lenta. Muito diferente do jogador que havíamos conhecido.
Aí você vê, caro leitor (a), o caso de um jogador que tinha tudo para ser uma grande estrela do futebol mundial, pois qualidade técnica ele tem de sobra, mas que acaba deixando escapar a oportunidade. Deixa de aproveitar um dom que recebeu ao nascer.
E este é apenas um exemplo. Em outros tantos seguimentos da vida, vemos, quase que diariamente, pessoas extremamente qualificadas, realmente boas naquilo que fazem, deixar excelentes oportunidades escaparem, por simples acomodação, preguiça ou qualquer outro complicador. Triste, porque normalmente existem muitas outras pessoas esperando por uma oportunidade parecida, mas que podem nunca chegar a tê-la.
Fica então, meio que uma dica, de que se você tiver uma oportunidade, aproveite, faça o seu melhor (visando o seu bem, mas sem ferir os outros, obviamente) e não desperdice a chance que a vida está lhe dando.
Quanto ao Hugo, bom, neste domingo ele tem mais uma chance de ressurgir para o futebol, como uma Fênix. A vida está lhe dando mais uma chance. Será titular em um jogo que divide o Rio Grande do Sul entre azuis e vermelhos. Não poderia ter oportunidade melhor neste momento. Os colorados torcem para que ele siga nesse seu mundo "Slow", mas os gremistas (e me incluo nisso) estão esperando que o meia esquerda de velocidade, força e habilidade que vimos jogar em 2006 com o manto tricolor, ressurja em palco inimigo e encaminhe mais uma taça para a nossa já cheia sala de troféus.

Até mais!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Se eu estou bem, você que se f***


E vamos seguir falando em chuva. Como está relatado no texto abaixo, eu gosto muito deste fenômeno da natureza. Mas parece que foi só eu falar/escrever isso, que a danada resolveu se instalar aqui na região onde eu moro. E sabe como é né, eu gosto da chuva, mas não de me molhar com ela. Mas enfim, o que quero contar aqui é algo que acontece e é comum em dias de chuva e ralata aquela coisa do egoísmo das pessoas. Sabe, mais ou menos aquilo que está relatado no texto sobre os fones de ouvido, que só a "minha" vontade interessa, independente dos outros. Enfim...
Desde que me entendo por gente, não gosto de usar guarda-chuvas. Não consigo. Quando está aberto e sendo usado, ele fica batendo em tudo, indo pra um lado e pra outro com o vento. No fim, vira uma luta para segurar o dito cujo e o banho de chuva é quase o mesmo do que se estivesse sem ele. Quando está fechado, é outro incômodo. Se você entra em algum local com ele, parece que gosta de provocar. Tu larga ele num canto, escorado na parede, ele cai. Tu vai, junta, coloca em outro canto bem escoradinho, ele cai. Vai lá meu, junta ele de novo, escora em outro lugar e lá está o desgramado molhando algo muito importante para alguém. É um saco.
Por estes e outros motivos que eu nunca gostei de usar tal objeto. Sempre preferi pegar aquele casaquinho com capuz e sair pelas ruas, meio encolhido, andando embaixo das marquizes (que existem aos montes) e me protegendo da chuva. Me molho um pouco mais, mas pelo menos não me irrito com o guarda-chuva.
Mas quando se caminha na chuva, sem guarda-chuvas, é óbvio que quanto menos você ficar exposto ao tempo, melhor. Por isso o espaço embaixo das marquizes é tão importante.
Aí aparece algo que me irrita (sim, você pergunta ironicamente, o Mr. está irritado com algo?). Por que as pessoas que andam com seus guarda-chuvas teimam em andar também embaixo das marquizes, ocupando o espaço que é mais importante para quem NÃO está usando um guarda-chuva, seja por ter sido pego de surpresa ou simplesmente porque não gosta (meu caso)?
Tudo bem, eu até aceito que algumas fazem isso por mera distração, por instinto até. Olham para a marquize e automaticamente vão indo para baixo dela, mesmo estando com o guarda-chuva em punho. Mas tenho certeza que outras fazem de propósito. "Pouco importa se aquele outro ali está sem guarda-chuva. Eu vou para baixo da marquize e ele que se molhe", devem pensar.
Outra fato que acontece no dia de chuva. Você está ali, sem guarda-chuva, andando e até correndo para tentar se molhar o mínimo possível. Chega em um cruzamento para tentar atravessar a rua. Aí você pensa que algum carro para e deixa tu passar, mesmo que estejas na faixa? Nem a pau juvenal! Mesmo estando de carro, protegido pela chuva e tendo a possibilidade de chegar muito mais rápido que qualquer um que ande a pé, a seu destino, o motorista não pode perder 10 segundos (quando muito) para deixar você passar. Mais uma vez, parece que fazem de propósito e também contagiados com essa infernal corrida maluca que acontece nas ruas e avenidas de nossas cidades.
Enfim, esses são apenas alguns retratos, mínimos, singelos, de como ninguém pensa no bem do próximo. Ninguem quer nem saber se tu está ou não em apuros. O que importa é o EU. A MINHA vontade tem que prevalescer. O MEU bem estar tem que ser prioridade, independente dos outros. É o bom e velho egoísmo, ou chame lá como você bem entender.

Até a próxima.