segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Semana Azul!


Para quem ainda não se lembrou, na próxima quarta-feira, 15 de setembro de 2010, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense está completando 107 anos de história. E por isso mesmo, este domingo abriu o que eu chamo de a "Semana azul". Antes que algum torcedor venha dizer que toda semana e todo dia são do tricolor, só quero deixar claro que, por se tratar da semana do aniversário do clube, acho que é um título justo.
Eu tenho 23 anos e não tive a oportunidade de ver tudo que aconteceu na história do tricolor gaúcho. Queria ter visto os grandes nomes que fizeram nossa história. Queria estar lá, no começo, quando o time ainda jogava na Baixada, mas não pude. Porém, nem por isso amo menos este clube, pois nestes 23 anos, ele me deu muitas alegrias e mesmo que vez por outra atravesse uma fase um pouco pior, nada parece ser capaz de diminuir este sentimento, quanto mais terminar com ele. Aliás, se tem uma coisa que eu amo nessa minha vida, essa coisa é o Grêmio.
Como disse ali em cima, não tive oportunidade de ver alguns dos grandes nomes que já vestiram a camisa tricolor. Queria ter visto por exemplo, o lendário goleiro Lara. Mas por outro lado, tive a honra de presenciar Danrlei defendendo as cores do Grêmio e hoje, vejo a cada jogo, se consolidar um novo mito com a camisa tricolor, o goleiro Victor, ou InVictor.
Tive a sorte de ver Arce, o lateral direito paraguaio que vestiu a camisa tricolor na década de 90 e entrou para a história do clube. Lamento não ter visto ao vivo o grande zagueiro Hugo de Leon, mas pude ver Rivarola e Adilson. Quaria ter visto Renato Portaluppi atormentando a zaga do Peñarol ou "quebrando" a coluna dos zagueiros do Hamburgo. Mas poxa, vi uma das duplas de ataque mais lendárias do futebol brasileiro: Paulo Nunes e Jardel.
Esses são só alguns exemplos de jogadores que marcaram a história do nosso tricolor. Existem tantos outros. Hoje, o time não é aquele que muitos gostariam, mas a fase começa a melhorar. Acabamos de ter a eleição para o Conselho Deliberativo, onde aconteceu uma boa renovação, que promete revigorar a estrutura administrativa do clube. Vem aí a eleição presidencial, onde os sócios podem recolocar Paulo Odone como presidente, um homem que tem identificação com o jeito Grêmio de ser. Temos a reação do time dentro de campo, com cinco jogos sem perder e com o nosso eterno ídolo no comando técnico. Motivos não faltam para comemorarmos o aniversário do nosso tricolor e o maior de todos, com certeza, é o amor pelo clube.
Por isso torcedor, nesta semana, mais do que nunca, vista o manto, vista-se de azul, e mostre para o mundo que nosso amor pelo Grêmio é maior que tudo e que nada nem ninguém fará ele morrer. Porque esse amor é como o clube, é IMORTAL.

domingo, 12 de setembro de 2010

Ahh Porto Alegre...

Estou de volta a blogosfera depois de alguns dias de ausência. Quero explicar que estava meio sem vontade de escrever, talvez  por nervosismo. Tinha uma prova muito difícil no sábado e uma viagem que me preocupava. Foi por isso, viu Soool, que não continuei a história, mas em breve eu retomo ela.  Enfim, deu tudo certo e resolvi escrever esse texto, meio que um diário de viagem. Nada comparado ao que faz o Zaratustra (www.assimfalhouzaratustra.blogspot.com), que tem a oportunidade de relatar seus dias em viagem por diversos países da Europa. Mas, por enquanto, isso é o que está ao meu alcance.
Neste final de semana tive a oportunidade de reativar uma paixão. Mas não pense você que é por alguma guria desse Rio Grande afora. Nada disso. Isso aconteceu pois visitei a capital do meu estado, Porto Alegre. E como eu gosto daquela cidade!
Eu não sei se já escrevi isso aqui no blog, mas eu sou apaixonado por Porto Alegre. Na verdade, eu acho muito legal aquele movimento todo, típico das grandes metrópoles. Provavelmente quando conhecer outras grandes cidades, como a belíssima Curitiba, que vem sendo retratada pela Lu Vieira no seu blog (www.maquinadeletras.blogspot.com), sentirei o mesmo, pois o que me atrai é o universo dos grandes centros. Estou meio cansado dessa coisa de morar no interior, algo meio monótono, por assim dizer. Mas vamos enfim, para o relato da viagem.
A ida foi deveras cansativa. Afinal, ficar nove (eu disse NOVE) horas dentro de um ônibus é muito chato. Se já é ruim para qualquer pessoa, imagine para alguém alto. Não há espaço para as pernas, ou seja, muito difícil de relaxar. Na verdade quando o ônibus está mais vazio, é possível dormir utilizando os dois bancos. Agora, quando está lotado, como era o caso, fica impossível. O jeito foi ir ouvindo uma musiquinha e pensando na vida... hehe. O pior mesmo foi quando acabou a bateria do MP3. Aí sim, sem música e tendo que aguentar os dois tagarelas do bando ao lado, que não paravam de falar, ficou mais chata ainda a viagem. Ela só melhorou quando comecei a conversar com a moça sentada ao meu lado. Foi depois de quatro horas na estrada e acho que foi meio que uma última tentativa, de ambos, de fazer o tempo passar. Deu certo e quando vimos, o "busão" já estava na Região Metropolitana.
A estadia em Porto Alegre foi muito divertida. Contei com a ajuda importantíssima do Eduardo Ritter (www.orebate-eduardoritter.blogspot.com) para me orientar pela cidade. Ele conhece bem aquele território. E assim, entre uma caminhada e outra, ou entre uma "viagem" de ônibus e outra, que demos boa risadas. Nem a chuva que caiu durante quase todo dia no sábado foi capaz de tirar o bom humor.
Pena que foram só dois dias. Não deu tempo nem de visitar muita coisa.
Mas já foi suficiente  para realçar minha paixão pela cidade. Claro, uma coisa é morar, outra é visitar, mas eu não fui só a passeio. Experimentei um pouco da correria e só serviu mesmo para me mostrar que é em um lugar assim que eu quero viver. Eu quero estar onde as coisas acontecem, não nessa pasmaceira de interior. Tem muita gente que pensa exatamente o oposto, mas aí é como eu sempre digo: cadum cadum (hehe)
Ah, sobre a prova, estava bem difícil, como eu já esperava. Agora é aguardar o resultado que deve sair nos próximos dias. 
O ponto negativo da viagem foi quebrar meu celular, que estava dentro do meu bolso. Estava passando por uma mesa e bati a perna na quina. Só que a batida foi bem onde estava o celular, que acabou tendo a tela rachada. Ficou sem funcionalidade e inutilizável, mas essas coisas acontecem.

Acho que era isso. Não ficou um relato tão rico em detalhes, porque se eu fizesse isso teria que dividir o texto em pelo menos três. Mas já valeu, eu acho...

Até a próxima!

sábado, 4 de setembro de 2010

Um belo dia... - A música (4/7)

Rafael estava sentado no sofá da sala. A televisão ligada, o controle remoto na mão. Os pensamentos sobre Julia iam e vinham em sua mente. Conforme se entretia com algum programa qualquer, deixava um pouco de lado as lembranças, que logo retornavam. Assim, ia passando o tempo até que o sono chegasse. Havia pensado muito, em tudo, e não chegara a nenhuma conclusão. Talvez o sono, já forte devido o avançado da hora, estivesse limitando sua capacidade de reflexão. Foi quando a campainha soou.

Rafael esperava que aquilo acontecesse. Tinha quase certeza que Márcia, dedicada e um tanto quanto teimosa, iria fazer questão de ir até seu apartamento na volta para casa. Sabia que isso aconteceria, mas desejava o contrário. Sabia que não estava pronto para lidar com uma conversa sobre o relacionamento e mais do que isso, queria estar sozinho. Como as luzes do apartamento estavam acesas e a noiva já teria percebido, resolveu ir atendê-la. Talvez pudesse inventar uma desculpa qualquer, pensou. 

Girou a chave e abriu a porta. Estremeceu. Por um instante viu o tempo parar enquanto olhava para os olhos verdes de Julia, brilhando em sua direção. Não falou nada, nem ela. Ficaram apenas se olhando.

Rafael admirava cada centímetro da face da amada. Durante o namoro de dois anos, talvez a sua maior alegria era poder olhar para ela enquanto a acariciava. Empregava muito tempo naquilo e mais importante, era feliz com aquilo. A pele clara de Julia, com os finos traços do rosto eram como uma droga para ele. Era um viciado na beleza da jovem de cabelos castanhos, que se estendiam pouco além dos ombros.

Continuaram em silêncio, apenas se olhavam. Assim, sem falar nada um para o outro, se abraçaram. Depois de tanto tempo separados, era a primeira vez que ele sentia tanto prazer em um abraço. Seus braços faziam o contorno da cintura fina de Julia, que o apertava contra seu corpo. Rafael simplesmente não acreditava. Sentiu seus olhos encherem de lágrimas, pegou nos ombros de Julia e voltou a encará-la. Assim como ele, ela também tinha os olhos marejados. A emoção havia dominado os dois.

Rafael queria sorrir, queria chorar, queria gritar, mas parecia estar hipnotizado. Ficaram mais alguns minutos assim, apenas se olhando. Até que em certo momento Julia sorriu. Um sorriso tímido, meio de lado, mas que pareceu iluminar todo o entorno. Rafael, inebriado pelo sorriso da jovem, a puxou contra o seu corpo e a beijou.

Sentia saudade daquele beijo. Jamais havia experimentado um beijo como o de Julia. E sabia que o sentimento era recíproco. Eles se amavam, talvez mais até que quando se separaram. Tinha cada vez mais certeza disso.

Voltaram a se olhar. Quando se preparava para falar que a amava, foi interrompido por um barulho estranho. Uma música. Não sabia de onde vinha. Viu a boca da jovem se mexendo. Ela estava falando com ele, mas ele não conseguia ouvir. O som era alto demais...



CONTINUA...

PS.: para quem não recorda ou simplesmente não leu, abaixo estão os links para os "capítulos" anteriores!


http://mrgomelli.blogspot.com/2010/06/um-belo-dia-o-reencontro-17.html

http://mrgomelli.blogspot.com/2010/07/um-belo-dia-confusao-nela-27.html

http://mrgomelli.blogspot.com/2010/08/um-belo-dia-ele-sonhava-com-isso-37.html

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Da série: Que letra linda! Natiruts - Quem planta o preconceito

Cá estou mais uma vez com uma música que tem uma letra muito legal. Para quem não gosta do ritmo, sugiro que ouçam pelo menos para acompanhar a letra. Muito realista, muito legal. Fica a dica!

Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar...


Lembra da criança
No sinal pedindo esmola?
Não é problema meu
Fecho o vidro
Vou embora...
Lembra aquele banco
Ainda era de dia
Tem preto lá na porta
Avisem a polícia...
E os milhões e milhões
Que roubaram do povo
Se foi político ou doutor
Serão soltos de novo

Ooooooooooooh!
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Impunidade, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência
Quem planta preconceito
Impunidade, indiferença
Não pode reclamar...
-"Ainda há muito
O que aprender
Com África Bambata
E Salassiê
Com Bob Marley e Chuck D
O reaggae, o hiphop
Às vezes não é esse
Que está aí
Seqüela a violência
Entrando pelo rádio
Pela tela
E você só sente quando falta
O rango na panela
Nunca aprende
Só se prende, não se defende
Se acorrenta, toma o mal
Traga o mal, experimenta
Por isso ainda há muito
O que aprender
Com África Bambata
E Salassiê
Com Bob Marley e Chuck D
O reaggae, o hiphop pode ser
O que se expressa aqui
Jamaica
O ritmo no pódium sua marca
Várias medalhas
Vários ouros, zero prata
E no bater da lata
Decreto morte é o gravata
E no bater das palmas
Viva a cultura rasta"
Crianças não nascem más
Crianças não nascem racistas
Crianças não nascem más
Aprendem o que
Agente ensina...
-"Por isso ainda há muito
O que aprender
Com África Bambata
E Salassiê
Com Bob Marley e Chuck D
Todo dia algo diferente
Que não percebi
E na lição um novo
Dever de casa
Mais brasa na fogueira
E o comédia vaza
A moda acaba
A gravadora trai
E o fã já não
Te admira mais
Ainda há muito
O que aprender
Lado a lado, aliados
Natiruts, GOG
O DF, o cerrado
Um cenário descreve
Do Riacho a Ceilândia
Cansei de ver
A repressão policial
A criança sem presente
De natal
O parceiro se rendendo ao mal
Quem planta a violência
Colhe odio no final"

Acho que definitivamente não resta muito o que dizer. A letra é sensacional. Coloquei negrito e itálico em trechos que acho mais significantes, como de costume. Boa leitura e se tiverem um tempo, escutem a música que fica melhor ainda. Abaixo deixo o link da versão que mais gosto.
Abraços!


domingo, 29 de agosto de 2010

Sentir a Vida!


Ando em um momento que tenho pensado muito sobre sentimentos, de diversos tipos. Outro dia até escrevi um texto aqui sobre o amor, na verdade sobre o que seria este sentimento em específico. Mas o que trato aqui, é como eles estão presentes na vida. Tudo que fazemos, todos os momentos de nossa existência são marcados por pelo menos um sentimento. Antes que  você pense: "tá, mas disso eu já sei faz tempo...", deixo claro que sei que isso parece meio óbvio. Mas nem sempre paramos para pensar no que estamos sentindo e em como isso mexe com a gente.
Alguns sentimentos são nobres, outros nem tanto e alguns são ruins. E alguns podem ser todas as alternativas anteriores.
Gostar de alguém, por exemplo. Pode ser ótimo, mas também pode ser ruim. Bom será quando o sentimento for recíproco, ruim quando a outra pessoa não sente o mesmo. Este é um gostar que causa dor.
Dor, aí está outro sentimento interessante. Na maior parte das vezes, a maioria das pessoas, não gosta desta sensação. Mas até a dor tem seus admiradores, que o diga os sadomazoquistas... hehe
A saudade também pode ser um sentimento bom ou ruim. Ruim quando não podemos amenizá-la. Ótima é quando ela é por alguém ou algo que sabemos que vamos ter a chance de rever. 
Eu sinto saudade de muitas coisas na minha vida. Coisas que eu sei que não vão mais voltar, como minha infância, a união da minha família, de momentos e pessoas que passaram e que eu sei que não voltam mais. Mas por outro lado, gosto da saudade da minha cidade, da minha família, pois sei que quando reencontrá-los, essa saudade vai aumentar ainda mais a alegria por estar perto deles.
Uma coisa que acho engraçado é que muitas vezes a saudade, mesmo causando dor, é bem vinda. Eu sinto muita falta da minha avó. Sei que não vou poder mais revê-la, abraçá-la, mas mesmo assim, a saudade que eu tenho dela, me faz bem. Essa saudade, por ter essa certeza, pode até machucar, mas sempre que penso nela, que lembro dela, eu sinto saudade, mas nunca vou querer deixar de me lembrar dela. Então, mesmo que essa saudade me cause dor, não me importo que ela esteja aqui, pois quero sempre lembrar e pensar em alguém tão importante na minha vida, como foi e é minha avó.
O medo também pode ter esta dupla face. É horrível sentir-nos amedrontados por algo, mas o medo, mesmo ruim, pode ser um impulso para vencermos obstáculos da vida.
Enfim, não sei bem onde quero chegar com esse texto. Só acho interessante como os sentimentos estão em tudo, em todos os momentos, e como eles variam em cada um de nós. Citei aqui apenas alguns deles. Você, que por ventura ler este texto, pode pensar em tantos outros. São muitos, são diferentes, são iguais, são bons, são ruins, são bons E ruins, são marcas, são tudo, são nada.
Queria entender todos. Queria saber como lidar com cada um deles, mas isso parece impossível. Eles são donos de si, não obedecem a ninguém. Não há forma de mandar nos sentimentos, apenas formas de tentar, nada mais que tentar, mudá-los. O jeito é viver, não fugir, enfrentá-los às vezes ou apenas sentir. Tentar fazer aquilo que achamos certo, e como eles estão em tudo, ir vivendo e sentindo a vida.

Até a próxima!