quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia (s) das mulheres

De que adianta enaltecer as mulheres em um dia, se muitas vezes às tratam mal, sem o devido cuidado e, principalmente, respeito?

Todos temos mulheres importantes nas nossas vidas. E vamos deixar para mostrar o quanto são importantes apenas em um dia do ano, porque alguém um dia declarou esse, o dia da mulher?

Não, não! Não precisamos esperar alguém dizer a data certa para demonstrarmos a elas o quanto são importantes e especiais para a gente. Façamos isso todos os dias.

Tá bom, tá bom. Hoje, no dia da mulher, deixo aqui o meu muito obrigado às mulheres especiais que fazem parte da minha vida e os parabéns a todas as mulheres.

Mas eu sei que vai ser muito mais importante eu demonstrar isso que está escrito aí em cima, todos os dias. Senão, essas palavras viram apenas... palavras... sem sentido, sem VERDADE! ;)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A máscara

Quinho. Assim era chamado por todos. O apelido era de infância. De Marcos, virou Marquinhos e então chegou a Quinho. E assim, ao longo da vida, foi sendo passado a quem lhe conhecesse. Era o Quinho.

Quinho vivia feliz. Havia passado por algumas experiências ruins ao longo da vida, como qualquer pessoa. Havia chorado muito, mas finalmente era feliz. E a felicidade vinha de onde menos se espera, do trabalho e da solidão. Era feliz como engenheiro. Trabalhava feliz em meio a plantas, réguas e cálculos. E o melhor para ele, trabalhava, na maior parte do tempo, sozinho.

E estar sozinho era algo que ele gostava. Havia optado por isso depois de algumas desilusões com a vida, com as pessoas, melhor dizendo. A decisão era justamente essa. Passar o maior tempo possível sozinho.

Não por isso deixava de ter vida social. Muito pelo contrário. Por ocupar um cargo de importância na sua empresa, volta e meia estava envolvido em jantares, reuniões ou algo do tipo.

Para esse tipo de situações, assim como para todas as outras do dia-a-dia que envolviam convivência com outras pessoas, porém, havia desenvolvido uma técnica. Nada demais. Algo bem comum na verdade. Quinho "vestia" sua máscara social. Havia aprendido com o tempo. Não podia se esconder, nem evitar o convívio. E para não ser desprezado, achou nessa técnica a solução.


Então, diariamente, antes de sair de casa, vestia sua máscara e encarava o mundo. Mas encarava com sorrisos e alegria, coisas que não faziam parte da sua verdade. Fingia. Fingia com a maior cara de pau do mundo, mas não por mal. Fazia isso até mesmo para não causar má impressão, nem incomodar ninguém.

E assim a vida ia passando. Por mais incrível que pareça, Quinho fez amigos, e até mesmo atraiu olhares femininos. Mas não deixava nada ir além da sua máscara. E por mais que muita gente o perguntasse sobre sua solidão e afirmasse que seria feliz se deixasse isso de lado, ele sabia que era o caminho certo para si. Nunca antes na sua vida havia tido tanta certeza de algo.

Mas, de tanto ouvir de pessoas "próximas" que um dia o melhor seria deixar alguém entrar na sua vida, ultrapassar a barreira que havia construído com o tempo, acabou se deixando levar. E assim, em um belo dia, Quinho cometeu um erro que mudaria sua vida para sempre. Apaixonou-se.

Perdidamente apaixonado ele estava. Sua vida, só e pacata, calma e de certeza, transformou-se. Vivia e pensava 24 horas na pessoa. Passou a mudar sua rotina, fazer o que podia para aproveitar a presença do alvo de sua paixão.

E por alguns dias, envolto naquela atmosfera contagiante que só a paixão pode formar, Quinho chegou a acreditar que sua vida se transformaria. A solidão havia chegado ao fim. A máscara ficaria de lado, esquecida em um canto do quarto, e ele seria enfim uma pessoa normal. Teria enfim um motivo para sorrir de verdade, para viver de verdade. E realmente foi assim que as coisas aconteceram por alguns dias.

Ah o amor. Sentimento de tanta força. Havia devolvido a vida a Quinho. Assim ele pensava, caminhando com um sorriso no rosto, pelas ruas da pequena Novo Horizonte.

Mas a decisão de Quinho, pela solidão, não havia sido em vão. Demorou poucos dias para voltar a ter pesadelos com a realidade que lhe era imposta. A paixão, muito mais que a convivência com a pessoa desejada, fazia com que Quinho fosse exposto. Seus sentimentos, suas sensações, suas emoções ficavam a flor da pele. Afinal, é isso que acontece com os apaixonados. Mas Quinho não lidava bem com essa complexidade de sentimentos, e por este motivo havia optado pela solidão.

Grande erro cometera ao imaginar que agora poderia ser diferente. A felicidade da solidão havia dado lugar ao êxtase da paixão, que em pouco tempo deu lugar à dor das paranóias do jovem. E assim, pouco a pouco ele foi piorando. Logo, a paixão passou a ser um fardo para Quinho.

Os dias se arrastavam lentamente. Dormir era um sacrifício, acordar, mais ainda. Passava os dias buscando formas de desviar o pensamento, até que um dia ouviu uma frase na TV.

"A morte é a única solução para todos os problemas" - Joseph Stalin.

Quinho  acreditou...


O texto acima foi escrito para o desafio do Duelo de escritores.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Mr. Gomelli em... "Quem quer ser um milionário"

O título desse texto faz referência ao pensamento que tive ao chegar em "casa" na última terça-feira. Sim, pois parecia que tinha entrado dentro do filme "Quem quer ser um milionário". Isso pelo simples motivo da casa ter sido "invadida" por um monte de indianos. Sim né, como se já não bastasse a excentricidade do dono da casa, um músico, de cabelos brancos, que deve ter seus 50 anos e atende pela alcunha de "Maninho". Figuraça!

Pois bem, acontece que o local onde eu estou "morando" temporariamente é uma casa que é tipo uma pensão. Então, o dono acaba recebendo de tempos em tempos um pessoal da Índia. E foi isso que aconteceu mais uma vez essa semana.

Quando cheguei em "casa' na noite de terça-feira, a cozinha parecia uma rua de Nova Déli. Eram seis indianos, mas pelo tanto que falavam e pela velocidade da conversa, naquele idioma pra lá de esquisito, parecia que tinha uns 120 indianos na cozinha... hahaha

Em um primeiro momento, como um verdadeiro xucro da campanha, tratei de ficar pelo meu quarto. Mas algumas horas mais tarde, acabei indo à cozinha novamente. Eles estavam jantando e aí descobri que um deles fala português.

Bom, aí meu lado jornalista falou mais alto e eu puxei conversa pra matar minha curiosidade. Afinal, o que faziam aqui? Como vieram parar? Todos falam português? Como eram as coisas na Índia? Entre outras tantas perguntas.

E foi interessante. Ele contou que trabalha pra uma empresa da Índia, mas aqui no Brasil, o que faz com que esteja por aqui há 10 anos já. Os outros, porém, todos estão aqui pela primeira vez e não falam português. Isso rendeu algumas cenas engraçadas durante a semana, pois o único que falava português não ficou aqui na casa. Ele e o sobrinho dele, outro que "arranhava" algo no nosso idioma, foram pra outro local, deixando aqui os outros quatro que não falam nadica de nada em português.

Bom, o resto da semana foi meio que de descobertas. Por exemplo, a comida deles tem muita pimenta. Sério, TUDO leva pimenta, MUITA pimenta. Outra coisa interessante, eles não comem carne de porco, mas carne de gado está liberada. Eu, no auge da minha ignorância, por já ter ouvido falar tantas vezes sobre as vacas que são sagradas na Índia, achava que não comiam carne de rês. Mas eles comem sim. Só não podem matar, pois isso é pecado, afinal, lá o bicho é sagrado... hehe.

Mas o fato relacionado à comida que mais me chamou a atenção foi o de que eles comem com as mãos. Ou melhor, com A mão. Sim, pois é pecado sujar a mão esquerda, então eles usam apenas a direita. Tem até uma manha com o dedão pra jogar a comida pra dentro da boca, mas não tenho como mostrar agora pra vocês. E é estranho ver eles metendo a mão no prato cheio de comida, misturando tudo e levando à boca.

Uma coisa que me incomodou, talvez a única, já que a gurizada é bem tranquila, foi o "lago" que eles deixam no banheiro a cada banho. Eles simplesmente alagam todo o banheiro. Vira uma piscina. Não sei como conseguem.

Algo muito hilário é ouvir eles conversando. Eles falam MUITO rápido... é muito engraçado.

Na quinta-feira, um dos que falam português esteve aqui à noite. Primeira coisa a se considerar sobre ele: é a cara do protagonista de "Quem quer ser um milionário" (foto). Impressionante! 
Pois bem, conversando com ele, descobri que os outros não gostavam de ter que cozinhar todo dia. Sim, pois segundo ele, na Índia, a parte da cozinha, da casa como um todo, ainda é uma tarefa única e exclusivamente feminina. Ou seja, eles não estavam acostumados a ter que cozinhar. Ficavam um tempo em volta das panelas naquele falatório medonho. Era visível que discutiam o que e como fazer... hehe.

Mas a melhor cena da "semana indiana" aqui foi na noite dessa sexta-feira. Eles queriam ligar para um número de Brasília e pediram ajuda pra descobrir o DDD. Só que, obviamente, eles falando o idioma deles e eu o nosso, não deu muito certo. Eis que lembramos do inglês. Sim, não sei quem era pior no inglês, eu ou eles... hahahaha.

Foi um tal de "code" pra cá, "i don't know" pra lá, mas no fim conseguimos nos entender. E tudo terminou com um "thanks" e um "relax man"... hahahaha. Ah, e eles conseguiram fazer a ligação. Esse episódio me ajudou a descobrir que apesar da precariedade do meu inglês, eu consigo me comunicar razoavelmente no idioma. 

Enfim, poderia ficar puxando na memória mais coisas interessantes e estranhas sobre os indianos, mas acho que esse texto já ficou muito longo. E sabemos que os leitores não gostam de textos longos... hehe

Apesar dos pesares, foi interessante passar esses dias na convivência de um pessoal com a cultura tão diferente. Mesmo que não tenhamos nos comunicado tanto, observar certos hábitos deles foi legal. Mas o que mais me chamou a atenção mesmo foi ver eles comendo com as mãos e, lógico, o idioma.

Então era isso amigos.

Até a próxima! o/

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu voltei! (por enquanto)

Nove meses. Nove longos meses. Esse foi o período que fiquei fora do Jornalismo. E nunca pensei que fosse sentir tanta falta disso. 

Não é que eu não goste da profissão, mas pensei que não fosse fazer tanta diferença atuar ou não, no Jornalismo. Ledo engano. E foi hoje, quando eu efetivamente voltei a atuar, que vi o quanto gosto disso, o quanto fez falta.

Depois de nove meses, hoje eu peguei a câmera do jornal, meu bloquinho, uma caneta e saí para fazer uma reportagem. Foi muito legal a sensação que senti quando voltei à ativa, efetivamente. Fiquei feliz.

Sei que nem sempre vai ser fácil. Já vivi por dois anos essa rotina. Tem vezes que os entrevistados não colaboram, ou outros fatores atrapalham. Mas hoje, no meu retorno, eu me senti muito feliz. Entrevistar, fotografar, conversar com as pessoas e contar a história proposta, foi satisfatório.

Confesso que a "ferrugem" atrapalhou um pouco. Não tanto na conversa, na coleta de informações, de dados para compor a matéria, mas a redação em si foi mais complicada. Dei uma "travada" básica, mas no fim, saiu a matéria.

É interessante como a gente pode ser surpreendido por essas sensações. A vida tem disso. Muitas vezes não damos tanta importância a certas atividades ou momentos e são esses que acabam nos trazendo alegria. Mas lógico que é uma surpresa boa. O problema é quando nos enchemos de expectativa por algo e acabamos nos decepcionando. Infelizmente, acontece muito também.

Mas alegrias e decepções fazem parte da vida. Resta saber como vamos nos comportar diante delas. Eu já escrevi algumas vezes aqui que o ser humano tem essa mania de ficar se lamentando muito pelas coisas ruins e esquece de valorizar as coisas boas que acontecem ao mesmo tempo. Sim, porque na vida é assim. Coisas boas e ruins podem ocorrer simultaneamente. O erro está em dar "importância" apenas para as ruins e ficar se lamentando por elas.

Por isso, também, estou escrevendo esse texto. Como uma forma de exercitar o hábito de valorizar as coisas boas que acontecem comigo. Tive coisas ruins nesses dias também, mas deixa elas pra lá, que logo se resolvem.

Buenas... por enquanto era isso. Logo, logo volto para contar um pouco mais sobre a nova cidade. Já é a 6ª e é diferente de todas as outras... hehe. Normal, cada lugar tem suas peculiaridades. Enfim...

Até a próxima, pessoal.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Uma história de amor moderna...

O mundo havia parado. Pelo menos era isso que ele sentia naquele momento. Como se os minutos não passassem, como se estivessem envoltos em uma camada que os separava do restante de vida que existia ao redor.

Olhando em seus olhos, olhos cor de mel, ou apenas olhos de mel, como sempre dizia, ele pronunciou as três palavras.

- Eu te Amo!

Ela sorriu. Um misto de timidez e felicidade. Pelo menos foi assim que ele interpretou a reação de sua amada.

A jovem desviou por alguns segundos seu olhar. Quando voltou a olhar para ele, exibia o mais lindo sorriso. Ah, como ele adorava aquele sorriso.

Mas em poucos segundos o belo sorriso se transformou em uma gargalhada em alto e bom som, chamando a atenção dos que estavam a sua volta. Ele ficou assustado, mas pouco depois, ao ouvir o que ela tinha a dizer, ficou mesmo foi envergonhado.

- Mas que isso? Você tá louco? Hahahahaha...